Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Hinos nos Horários Escolares

Rui Veloso - A gente não lê

 

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publicado por Margarida às 23:12

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Crianças entre os 10 e os 13 anos são quem mais lê em Espanha

As crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos são quem mais lê livros em Espanha, o que representa 81,9 por cento daquela faixa etária, indica uma sondagem da Federação de Grémios de Editores de Espanha.

 

Trata-se de uma percentagem elevada, que segundo a sondagem realizada no sexto trimestre consecutivo situa em 53,9 por cento o índice de leitura entre a população maior de 14 anos.

Segundo o estudo, 65,5 por cento das crianças entre os 10 e os 13 anos lê diária ou semanalmente, enquanto que 16,4 por cento são leitores ocasionais, que lêem um livro por mês ou por trimestre, e 59 por cento lê porque gosta.

A sondagem salienta ainda que 74,5 por cento ds crianças embrenhadas na leitura são filhos de pais leitores, 8,3 por cento lembra como muitas noites o pai ou a mãe liam aos filhos antes de dormirem.

Cerca de 94 por cento dos pais espanhóis entende que a leitura é "imprescindível" na educação dos seus filhos, se bem que só um terço lê com eles todos ou quase todos os dias, segundo o Anuário do Livro Infantil e Juvenil 2008 das Ediciones SM.

Xosé Ballesteros, director da editorial Kalandraka, aponta como uma das razões que explicam o auge da leitura entre os mais jovens, o facto de serem filhos de uma geração de pais e mães amantes de livros, com uma bagagem cultural e um poder de compra maiores. In, Lusa.

 

O que faltará para nos aproximarmos destas percentagens e, principalmente deste número de pais que entende a leitura como algo "imprescindível" na educação dos seus filhos?

O poder económico não justifica tudo, até porque, todos os nossos alunos têm telemóveis e, a maior parte, topo de gama. 

Falta-nos uma profunda mudança de cultura e mentalidades que valorize a educação como algo "imprescindível" ao bem-estar e, aí sim, talvez os pais comecem a valorizar a leitura como "imprescindível " no processo de educação.

O que temos feito no sentido da mudança?

O que tem feito quem mais tem o poder de mudar mentalidades, formar opinião pública e moldar posturas e atitudes? Nada! Melhor, os meios de comunicação, nomeadamente as televisões, muito têm contribuído para esta cultura pobre e oca da população portuguesa, com a sua grelha de programas estéril e novelesca.

 

publicado por Margarida às 22:46

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Imagem do dia: 26 de Dezembro, 4 anos depois do Tsunami

Thai and foreign relatives of tsunami victims lit candles in sand holes to mark the fourth anniversary of the tsunami that killed more than 5,000 people in Thailand at Patong Beach, on Phuket Island. (The New York Times)

 

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publicado por Margarida às 19:33

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10 coisas para esquecer em 2008

 

 A crise do "subprime" começou em 2007, nos Estados Unidos, mas a hecatombe da economia real só se sentiu este ano, em que a expressão "a pior crise desde 1929" entrou no léxico das conversas de café.

1

O que começou como um colapso bolsista e do mercado imobiliário alastrou de forma vertiginosa. Com as bolsas internacionais a caírem como cascatas, desde o Verão do ano passado, os investidores mais dados à especulação viraram-se para o que ainda tinha potencial de valorização: as matérias-primas. Os primeiros meses de 2008 ficaram marcados por uma subida sem paralelo do preço dos cereais e do petróleo e, à medida que os combustíveis incorporaram as subidas do crude, as actividades económicas mais expostas aos aumentos foram postas em xeque.

2

Independentemente do desfecho dos casos de alegadas fraudes no BCP e no BPN, já é certo que 2008 será de má memória para a elite financeira em Portugal. As instalações prisionais da Polícia Judiciária têm, desde final de Novembro, um inquilino ilustre: José Oliveira e Costa, antigo presidente da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), detentora do BPN, está em prisão preventiva depois de ter sido constituído arguido por burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais. (...)

3

2008 termina como 2007: num crescendo de criminalidade violenta e sem soluções eficazes à vista. Ajustes de contas entre grupos criminosos que terminam em mortes, gangues de bairro que se vingam matando e mutilando, crises domésticas que acabam com vidas, assaltantes que espalham o medo e a morte, de Sul a Norte.

4

Precipitação, pressões políticas, manipulação, subserviência a Inglaterra e excesso de mediatismo ditaram o fracasso da investigação que mais tinta fez correr. O rasto de Madeleine Beth McCann perdeu-se aos três anos no dia 3 de Maio de 2007, na praia da Luz, em Lagos.

Arquivado por falta de provas, o processo deixa marcas profundas na história da Polícia Judiciária (PJ), que se revelou frágil e permeável. Pôs a nu a falta de independência da instituição e a sua dificuldades em lidar com um ambiente adverso de que não faltam exemplos - a ausência de colaboração da polícia britânica e diligências que a PJ não concretizou por recusa do Ministério Público e do juiz de Instrução de Portimão.

Pela primeira vez, a Judiciária foi escrutinada e atacada em várias frentes, dentro e fora da instituição. Com o embaixador britânico a viajar de Lisboa para a praia de Luz, para apoiar publicamente o casal McCann, em nome do Governo do seu país, começava a desenhar-se o caminho que levou a um beco sem saída. Nos dias seguintes ao desaparecimento, a PJ viu-se obrigada a anunciar que Madeleine tinha sido raptada, que já havia um suspeito e um retrato-robot. Falso. Pouco tempo depois, a vontade da imprensa inglesa foi satisfeita, com a nomeação forçada de um porta-voz, um inspector que nada tinha a ver com o processo.

5

O ano fica de tal modo marcado pela contestação dos professores que, possivelmente, quando o XVI Governo for estudado, será um dos marcos recordados. Unida como nunca, a classe bateu recordes, em Portugal: maiores manifestações e greve. Lurdes Rodrigues mantém-se no cargo, mas o Executivo teve de afinar discurso e estratégia. O modelo de avaliação, publicado em Janeiro e que já deveria estar a ser aplicado desde o ano lectivo anterior, ainda não o foi nem será. Em Abril, ME e Plataforma Sindical aprovaram o Memorando de Entendimento - um modelo simplificado para docentes contratados e em vias de progressão. Oito meses depois da Marcha da Indignação, em Novembro, 120 mil pessoas voltam a manifestar-se em Lisboa. A primeira reacção da ministra é desvalorizar a dimensão do protesto, mas o ME inicia uma ronda de audições nunca feita: são ouvidos todos os conselhos executivos assim como o Conselho de Escolas, Conselho Nacional de Educação, Confap, sindicatos e até professores militantes socialistas. Todos os grupos parlamentares pedem a suspensão do processo, e, não fosse a falta de 30 deputados do PSD, a recomendação tinha sido aprovada.

A 20 de Novembro, é anunciada nova simplificação, mas a 3 de Dezembro os professores respondem com a maior greve de sempre: 90% para os sindicatos e 60% para a tutela. No dia seguinte, no Parlamento, a ministra admite, pela primeira vez, substituir o modelo a partir do próximo ano lectivo. Os professores à beira da reforma até 2011 são dispensados da avaliação. Para o Governo, o processo está fechado e o sector apaziguado; para os professsores, o ano começa com outra greve, a 19 de Janeiro.

 7  

É, talvez, a mais significativa nuvem negra no panorama político internacional: George W. Bush. Uma nuvem a apagar da memória já a partir do próximo dia 20 de Janeiro, quando Barack Obama o substituir na Casa Branca, mas que esteve presente ao longo de todo o 2008.

O recente episódio do "sapato", na última visita do presidente dos Estados Unidos da América a Bagdade, é, por isso, um paradigma de como parte muito substancial do Mundo (não exclusivamente árabe) vê a passagem de George W. Bush pela História Contemporânea.

10

Da esperança à desilusão total. A selecção nacional de futebol pode ser considerada como o fiasco de 2008, um ano péssimo da equipa de todos nós, não só porque ficou pelo caminho nos quartos de final do Europeu, como também porque, após a troca de seleccionador - Carlos Queiroz sucedeu a Luiz Felipe Scolari -, tem o apuramento para o Mundial de 2010 seriamente ameaçado.

(...) Jorge Pinto, in JN                                                                                                                                                                           

 

publicado por Margarida às 15:44

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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Reflexões: Eduardo Prado Coelho

 

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a Suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
 
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
 
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se defrauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
 
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
 
Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
 
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
 
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
 
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
 
Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
 
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
 
Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses efeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
 
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
 
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
 
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
 
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, Não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decide procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
publicado por Margarida às 16:37

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Hinos nos Horários Escolares

Chris Rea : Driving Home For Christmas 

 

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publicado por Margarida às 14:09

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Medidas para alteração das grelhas

Ainda não publicadas, portanto não oficiais, mas já disponíveis no site do ME  , para os mais apressados adiantarem o trabalho de casa.

E já agora, aos Senhores Presidentes mais dedicados à causa, já sabem, trabalhinho ao lixo e, vá lá , há que refazer tudo de novo. Como manda o princípio da "dedicação", nada como cumprir direitinho as ordens da senhora e, sempre por antecipação para ficar bem na fotografia!

publicado por Margarida às 13:59

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Vaticínio em 2006

 

publicado por Margarida às 23:44

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Os desachos do simplex

Sem perda de tempo, ei-los que saem rapidamente, assim, em jeito de prenda de Natal que os professores já estavam a sentir a falta de um despachozinho!

Despacho n.º 32047/2008 - Novo crédito horário para avaliadores

Despacho n.º 32048/2008 - Nova delegação de competências

Sabemos que a Ministra nunca se engana e este simplex (medidas da simplificação aprovadas hoje em Conselho de ministros)  é, tão somente, uma ajudinha interpretativa para os professores que não sabem ler e muito menos interpretar a lei.

Façamos de conta, já que é no país do faz de conta que vivemos, porque no país a sério, com um governo sério, assumiria que o simplex nada tem a ver com o Decreto Regulamentar n.º 2/08 e que este foi um tremendo equivoco. Também sabemos, apesar da ministra nos considerar "incompetentes e mais qualquer coisinha...", que este simplex não passa de mais uma estratégia eleitoralista para exibir como trunfo na campanha eleitoral, mesmo quando todos sabemos que este modelo não avalia nada nem ninguém. É tudo a fazer de conta. 

 

 

publicado por Margarida às 22:55

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Quem não tem cão caça com gato!

Governo aumenta directores de escolas entre 40% e 46%

 

Com as novas regras, o director de uma escola com mais de 1.200 alunos vai passar a receber mais 750 euros. Para o secretário de Estado, Valter Lemos, este aumento do suplemento remuneratório traduz «o reforço de competências e responsabilização» dos dirigentes dos estabelecimentos de ensino.

 

Neste caso, caça com €€€!

 

Pormenores do decreto

 

publicado por Margarida às 22:45

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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Agora sim...Estas são as verdadeiras razões da luta dos professores

 

 

O Ministério da Educação e os sindicatos acordaram esta segunda-feira rever algumas matérias do Estatuto da Carreira Docente, mas os professores pretendem negociações com "objectivos definidos" enquanto a tutela recusa "soluções fechadas".

 (...)

 Pouco antes, no final de uma reunião entre as duas partes, o porta-voz da Plataforma Sindical de Professores afirmou que o objectivo deste processo negocial não é "rever só por rever".

 

"Queremos rever para substituir este modelo de avaliação, acabar com as quotas e alterar a estrutura da carreira, eliminando a divisão em duas categorias. São estes os objectivos principais", afirmou Mário Nogueira.

 

Por isso, na primeira reunião, ainda sem data marcada, os sindicatos vão apresentar os objectivos que pretendem atingir em cada uma das matérias, para que no final possam dizer que o ECD foi revisto "positivamente".

 

"Só será possível rever o ECD como pretendemos se tivermos o maior abaixo-assinado de sempre (a ser entregue dia 22 no ME), se tivermos uma grande jornada de reflexão e luta em todas as escolas (13 de Janeiro) e se tivermos uma greve (19 de Janeiro) com uma adesão superior a 90 por cento. Se isso acontecer ficamos mais confiantes de que sairemos com um Estatuto melhor para os professores", garantiu Mário Nogueira.

 

 

publicado por Margarida às 21:42

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Mais determinação, no mínimo!

Sindicatos «pessimistas» à entrada para reunião com ministra

Mário Nogueira reiterou que a revisão do ECD passa por acabar com a divisão da carreira em duas categorias «e não criar novas categorias, substituir este modelo de avaliação e, designadamente, a existência de quotas».

«Se não for isso, acabou a reunião», garantiu.

«Tudo o que a ministra quer mexer no ECD cabe numa folha A5», ironizou o dirigente sindical, depois de quinta-feira Maria de Lurdes Rodrigues ter dito que a proposta da plataforma relativa à avaliação de desempenho cabia numa folha A4».

 

O momento sério de combate às alarvidades da equipa maravilha, ME, começa agora. Tudo passa pela revisão do ECD. Professores e sindicatos devem concentrar esforços no sentido de conduzirem as negociações para patamares de seriedade e bom senso, realizando um trabalho sério e credível e, com resultados práticos que resultem em mais-valia para as escolas, para os alunos e para os professores.

A postura do ME, e mesmo, a dos Deputados da Assembleia da República, no que diz respeito à avaliação de desempenho foi vergonhosa, uma verdadeira anedota, espera-se, no mínimo, a recuperação da dignidade ao longo do processo de revisão do ECD.

Dos sindicatos exige-se convicção, determinação e propostas fundamentadas, uma vez que o apoio dos professores já têm, por enquanto...

publicado por Margarida às 17:29

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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Escolas terão 5 dias para arrancar com a avaliação

Não há mais nada para negociar, diz o Governo, e as escolas terão em breve os mecanismos legais para aplicar a versão simplificada do modelo de avaliação. Sindicatos não desistem da luta mas reconhecem que a sua acção não pode exceder os limites da democracia. Prometem vigilância activa.
 

Após publicação de 'simplex' escolas traçam calendário

As escolas vão ter cinco dias para definir o calendário da avaliação dos seus professores. Depois da publicação do despacho regulamentar que simplifica o modelo, e que será aprovado no próximo conselho de Ministros, os professores terão uma semana para dizer se querem ter aulas observadas, se exigem ser avaliados por colegas da mesma área disciplinar, e para traçar os timings do processo.

Isto porque, disse ao DN o secretário de Estado Adjunto e da Educação, a negociação terminou. "E como o modelo tem agora todas as condições para ser aplicado, as escolas não terão outra alternativa senão avançar com a sua concretização".
 

E tudo aponta para que os professores tenham de tomar a sua decisão em período de interrupção de Natal. Estaremos ocupadíssimos com reuniões até dia 24 de Dezembro e, como convém, agenda-se o processo de decisão sobre avaliação de desempenho para este período.

Só pode ter sido estrategicamente planeado...

publicado por Margarida às 16:43

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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Mais do mesmo...

 

«Relativamente à avaliação do desempenho para este ano lectivo, as negociações terminaram e o Governo aprovará muito em breve todas as medidas e instrumentos legislativos e normativos que permitirão o desenrolar do processo de avaliação para este ano lectivo», disse o secretário de Estado Adjunto e da Educação à agência Lusa.

Jorge Pedreira manifestou, contudo, a disponibilidade da tutela para «negociar a avaliação para os anos lectivos posteriores, como estava previsto no memorando de entendimento» que o ministério da Educação e os sindicatos dos professores assinaram em Abril passado sobre esta matéria.

O secretário de Estado falou à Lusa em Coimbra, à margem da sessão do lançamento do concurso ‘A nossa escola pela não violência’, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, e em que participou também o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão.

«Esperamos que os sindicatos reconheçam e aceitem a legitimidade democrática do Governo para governar», sublinhou, acrescentando que «há um tempo para ouvir, para escutar, mas também há um tempo para decidir».

O secretário de Estado fez ainda «um apelo à reflexão serena dos professores sobre as medidas que o Governo tomou».

«Esperamos que, com serenidade, os professores analisem as medidas que o Governo tomou e que foram ao encontro das preocupações deles. O Governo escutou, negociou, respondeu às questões levantadas», sublinhou.

Questionado sobre o descontentamento da classe docente, Jorge Pedreira disse esperar que «a insatisfação e o protesto não atinjam de forma alguma os alunos e as famílias».

Quanto à proposta de avaliação apresentada pelos sindicatos, manifestou «tristeza e desilusão», considerando que constitui «um inaceitável regresso ao passado».

A Plataforma Sindical dos Professores, que reúne os 11 sindicatos do sector, reuniram quinta-feira com a ministra da Educação para lhe apresentarem uma proposta alternativa ao actual modelo de avaliação.

O encontro terminou, porém, sem acordo, pelo que Governo anunciou que avançará com a avaliação de desempenho já este ano lectivo, embora de forma simplificada.

Quanto aos sindicatos, reforçaram o apelo aos professores para que continuem a lutar, nas escolas, pela suspensão do processo de avaliação, subscrevendo um manifesto que será entregue ao ME no próximo dia 22 e que virá a ser «o maior abaixo-assinado alguma vez realizado» no sector.

A greve nacional agendada para 19 de Janeiro vai igualmente manter-se, não estando excluída a possibilidade de serem ainda retomadas, no segundo período de aulas, as paralisações regionais que a plataforma suspendeu na semana passada.

Apesar de não terem alcançado qualquer acordo, a ministra da Educação e os sindicatos decidiram manter a reunião marcada para a próxima segunda-feira que irá centrar-se, sobretudo, na discussão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

 

publicado por Margarida às 15:10

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Tudo previsível...

 

Reunião de Ministério e sindicatos acaba em «desacordo»
 
«O desacordo foi evidente, foi completo», resumiu Mário Nogueira, à saída da reunião entre a Plataforma Sindical e o Ministério da Educação. Os sindicalistas acusam Maria de Lurdes Rodrigues de não aceitar alterações ao seu modelo de avaliação do desempenho e anunciam que a luta dos docentes vai continuar nas escolas.
 

Do lado do Ministério da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues foi clara ao negar a possibilidade de suspender a avaliação. Do lado dos sindicalistas, repetiu-se a ideia de que este processo está «a perturbar a actividade das escolas».

 

«O desacordo foi evidente, foi completo», assumiu Mário Nogueira, em declarações aos jornalistas, à saída da reunião.

O líder da Plataforma Sindical apelou aos professores para que «continuem a sua luta nas escolas» e anunciou que – além da greve já agendada para o dia 19 de Janeiro – os sindicatos irão distribuir pelas escolas um «manifesto pela suspensão da avaliação» e organizar uma «jornada nacional de reflexão e luta em todas as escolas» no dia 13 de Janeiro.

 

Nogueira explicou que os sindicatos levaram ao Ministério uma proposta de sistema transitório de avaliação do desempenho para aplicar este ano lectivo. Esse modelo consiste numa auto-avaliação, num dossier com os trabalhos do professor – entre os quais a planificação de aulas e os testes – e numa hetero-avaliação, conduzida pelo conselho pedagógico e pelo conselho executivo de cada escola.

 

Do lado do Governo, encontraram a posição que o secretário de Estado Jorge Pedreira já tinha anunciado: a avaliação não será suspensa.

«São posições verdadeiramente contraditórias», diz Nogueira, que explica, no entanto, continuar disponível para comparecer no dia 15 de Dezembro na próxima reunião negocial com o Ministério para discutir «a revisão do Estatuto da Carreira Docente».

 

 

publicado por Margarida às 22:38

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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Parece que levou mais uma voltinha...

 

Projecto de Decreto Regulamentar Avaliação de Desempenho Docente

 

Seguindo o conselho de José Saramago - "Ensaio sobre a Lucidez" o caminho será o "voto em branco", neste caso a GRELHA EM BRANCO...

 

 

publicado por Margarida às 20:03

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No Blog do Nelson Costa

O Naufrágio de quem ? II

 

De tanto ler História, pareço bruxo. Pelos vistos, os meus receios não eram de todo infundados.

Agora, temos uma nova versão do velho memorando. São as tréguas. Isto quando, no dia anterior, a Ministra afirmava, no Parlamento, estar disposta a negociar tudo, excepto as quotas e a divisão da carreira. E contudo, pasme-se, nem sequer teve necessidade de suspender o actual modelo de avaliação para que ,de bandeja ,os sindicatos lhe oferecessem aquilo de que ela mais precisa . Tempo. Só o tempo será capaz de diluir toda esta atmosfera de contestação e luta.

Por isso não percebo. Receio bem que a velha táctica leninista de " um passo em frente , dois passos atrás " esteja a ser recuperada. As negociações não deveriam, de acordo com o mandato que os professores conferiram aos sindicatos, ser apenas retomadas caso a tutela suspendesse a execução do actual modelo de avaliação?

Reunir para quê ? Para discutir as únicas questões que para a Ministra estão acima de qualquer negociação? Quais são, então, os sinais de abertura de que falam os sindicatos e que os levam a suspender as greves previstas? Será possivel, com estes passos de bailarina, motivar as pessoas para encararem  formas de luta mais duras, como as greves de zelo às avaliações? Porquê desaproveitar o momento ? A imaginação esgotou-se, precisam de tempo para pensar ? É uma questão de calendário? Continuo a não perceber. De tanto esperarem pela fruta madura vão acabar por vê-la apodrecer. A não ser que eu esteja enganado. Tudo isto pode ser apenas encenação. Uma encenação de que ambas as partes estão conscientes. Mas pode ser também que professores e sindicatos estejam a falar de coisas diferentes. Para mim, com as anunciadas tréguas acabaram apenas de dar mais  um sopro de vida a um cadáver já anunciado. Que sejam os sindicatos a fazê-lo,  deve no mínimo fazer-nos pensar.

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publicado por Margarida às 02:21

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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Hinos nos Horários Escolares

Glenn Miller orchestra - I've got a Gal in Kalamazoo

 

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publicado por Margarida às 22:32

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Fenprof

 

Professores exigem seriedade e boa-fé negocial. Optam pela via do diálogo, mas não temem nem deixam cair a luta!

 

O Ministério da Educação, através do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, afirmou que a agenda da reunião negocial prevista para 15 de Dezembro, afinal, poderá não ser tão aberta quanto foi compromisso do próprio ME. É o que parece transparecer da afirmação de que não estará em cima da mesa a possibilidade de suspender o que, nas escolas, já está suspenso: o actual modelo de avaliação. A Plataforma Sindical dos Professores reafirma que, neste processo, se envolveu com seriedade e boa-fé, optando, claramente, pela via negocial para que se encontre uma saída para o conflito instalado. Por essa razão suspendeu as greves regionais previstas para a próxima semana, abrindo, assim, um espaço importante para o diálogo e a negociação. Se a opção do Ministério da Educação for outra, a de eternizar o confronto, então terá de assumir as responsabilidades inerentes a quem impede que as escolas, este ano, funcionem com tranquilidade e serenidade, conforme tem sido apelo de toda a sociedade. A opção dos professores é clara, pretendem a via negocial, mas a sua determinação é também conhecida e, como já provaram, este ano, por diversas vezes, não temem a luta, antes a assumem de forma coesa e em grande unidade!

 

Para tentar fazer valer as suas posições o Ministério da Educação está, até, a utilizar a plataforma informática que criou para efeitos de concurso por candidatura electrónica e, durante a noite de ontem, enviou, por mail, um comunicado a todos os professores. Não é a primeira vez que o faz e, nos últimos tempos, essa plataforma informática tem sido utilizada para pressionar, enganar e fazer passar a sua propaganda junto dos professores, o que é lamentável e abusivo. Por essa razão, em reunião recente, a Plataforma denunciou este comportamento abusivo junto do Senhor Provedor de Justiça, por considerar que esta é uma situação que constitui, até, uma violação de dados confidenciais dos docentes. Isto a propósito da utilização do ficheiro geral de professores que está em posse da DGRHE, para efeito de concursos, para os pressionar, fazendo-lhes chegar uma grelha de objectivos individuais de avaliação que deveriam preencher.

No dia 15 de Dezembro, a Plataforma Sindical dos Professores compromete-se a apresentar uma proposta alternativa de solução transitória de avaliação, para este ano, que, nesse dia, tornará pública, provando que há soluções de maior qualidade para o ano em curso, que não passam pelo modelo que, segundo a própria Ministra da Educação afirmou na Assembleia da República, tem os dias contados. E proporá a aprovação de um calendário negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente de que resulte, para além da substituição do modelo de avaliação, a eliminação das quotas de avaliação, o fim da divisão dos docentes em professores e titulares e a aprovação de regras que criem melhores condições de exercício das funções docentes e estabilizem a profissão.

 

A possibilidade de, por fim, estas matérias serem discutidas em mesa negocial que contará com a presença de todos o Sindicatos da Plataforma, é a grande novidade da reunião de dia 15 e esteve na origem da sua marcação.

 

Entretanto, a Plataforma Sindical apela a todos os professores e educadores para que mantenham ou decidam, se ainda não o fizeram, a suspensão da actual avaliação nas suas escolas. Nada se alterou que pudesse levar a uma mudança nas decisões das escolas e a suspensão de aplicação do modelo é fundamental neste processo de luta, sendo mesmo, de todas, a acção imediata de maior importância. Por essa razão, a Plataforma Sindical dos Professores apoia as escolas e os professores neste processo de suspensão que, na prática, está generalizado.

 

As acções dos professores e da sua Plataforma Sindical, em defesa da revisão do ECD e da qualidade da Escola Pública não terminaram e serão prosseguidas.

 

publicado por Margarida às 21:57

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Vasco Pulido valente

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publicado por Margarida às 20:50

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Ministério desmente suspensão da avaliação e encerra negociações

No final de um breve encontro com o secretário de Estado Adjunto da Educação, o porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira, anunciou que «tudo estará em cima da mesa» numa reunião a realizar dia 15 de Dezembro, incluindo uma possível suspensão do actual modelo de avaliação dos professores.

 

A «disponibilidade» entendida pelos sindicatos levou mesmo à desmarcação das greves regionais de professores previstas para a próxima semana.

No entanto, o Ministério da Educação declara que «chegou hoje ao fim o processo de negociação das medidas tomadas pelo Governo no dia 20 de Novembro para facilitar a avaliação do desempenho dos professores».

 

Em comunicado divulgado esta noite no site oficial do ME, o ministério de Maria de Lurdes Rodrigues sublinha que «os sindicatos neste processo não apresentaram qualquer alternativa ou pedido de negociação suplementar», e que o ME «não suspenderá a avaliação de desempenho, que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida». in, Sol

 

Será que alguém pode explicar o que se passa?

Já passámos a fase da comédia e , para mim, entramos na fase do descrédito!

 

publicado por Margarida às 22:46

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Plataforma suspendeu as greves regionais

A Plataforma Sindical dos Professores suspendeu hoje as greves regionais agendadas para a próxima semana, considerando que, pela primeira vez, o Ministério da Educação (ME) aceitou negociar uma eventual suspensão do modelo de avaliação de desempenho.

No final de um breve encontro com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, o porta-voz da Plataforma, Mário Nogueira, anunciou que será realizada no próximo dia 15 uma reunião "onde tudo estará em cima da mesa", nomeadamente a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

"Perante a disponibilidade do ME, que, pela primeira vez, aceitou uma negociação onde não estão apenas as questões da avaliação mas outros aspectos do ECD, em nome da Plataforma suspendemos as greves regionais da próxima semana", afirmou o sindicalista. in, lusa

 

Quando a esmola é grande e, sem que nada o fizesse prever,  o pobre desconfia.

Todos sabemos que os pontos mais relevantes da luta dos professores se prendem com a divisão da carreira e com as quotas, sendo o modelo de avaliação um problema menor. Também conhecemos, por experiência, as consequências dos "entendimentos" e conhecemos, igualmente, a capaciade deste governo para inverter o sentido das coisas, transformando o mais absuro e aberrante em algo absolutamente fabuloso e positivo, como imagem que quer passar para a opinião pública.

Quero acreditar que o que move os sindicatos, nomeadamente Mário Nogueira, não são interesses poíticos, mas a defesa dos interesses da classe profissional que representa.

Duas vezes e da mesma forma, era demais...

publicado por Margarida às 22:21

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PS "chumba"resoluções pela suspensão da avaliação, Manuel Alegre a favor

 

Os projectos de resolução da oposição pela suspensão do processo de avaliação dos professores foram hoje "chumbados" pelo PS, numa votação em que seis deputados da maioria, entre eles Manuel Alegre, "furaram" a disciplina de voto.

Os projectos de resolução do BE, PCP, PSD, PEV e da deputada não inscrita Luísa Mesquita tiveram o voto favorável de cinco deputados do PS - Manuel Alegre, Teresa Portugal, Matilde Sousa Franco, Eugénia Alho e Júlia Caré.

No caso do texto do CDS, juntou-se mais um deputado socialista ao voto favorável - João Bernardo - e uma deputada absteve-se - Odete João.

A votação da resolução dos democratas-cristãos suscitou dúvidas à bancada proponente que pediu uma recontagem "em contraprova", nas palavras do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

Recontados os votos, Gama anunciou que o texto foi chumbado com o voto contra de 101 deputados, os votos a favor de 80 deputados e uma abstenção.

 

Se todos estivessem presentes o desfecho teria sido bem diferente e o problema teria ficado resolvido.

Senhores deputados da oposição, por onde andam quando é preciso que façam o vosso trabalho?

 

publicado por Margarida às 15:51

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Cedências na Educação só na véspera de eleições

 

 

A ministra da Educação foi ontem ao Parlamento admitir que o modelo de avaliação dos professores pode vir a ser alterado e até substituído. Nunca neste ano lectivo, mas para o próximo. Um calendário que permite a Maria de Lurdes Rodrigues avançar para negociações com os docentes pouco antes das legislativas de 2009

O modelo de avaliação dos professores pode ser alterado ou mesmo substituído no próximo ano lectivo - mas no actual é para aplicar.
Foi isto que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foi ontem dizer ao Parlamento, perante uma oposição que, de forma unânime, exige a suspensão do processo. Nem pensar, foi a reacção da ministra - o modelo tem de ser aplicado para que possa ser avaliado. Uma avaliação que abrirá espaço à negociação no final do ano lectivo. Ou seja, pouco antes das legislativas.

"Uma vez iniciada neste ano lectivo uma avaliação séria dos professores estarei totalmente aberta a que se discutam todas as alterações, todas as melhorias a este modelo, ou mesmo à sua substituição", afirmou a ministra da Educação, antes de acrescentar - "Mas nos actos lectivos seguintes, não neste."

A disponibilidade de Maria de Lurdes Rodrigues para aceitar alterações fica assim remetida para os meses de Junho/Julho do próximo ano - ou seja, nas vésperas das eleições legislativas, que deverão ser marcadas para Setembro.
 

 

publicado por Margarida às 15:42

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

No blog do Nelson Costa

Os governantes da mais sul-americana das republicas europeias não têm definitivamente vergonha. Desta vez , resolveram ressuscitar o cadáver de Goebbels para, mais uma vez , tentarem manipular as consciências de um povo que tomam  por embrutecido.

Mas tanto? È bem possivel.

Lembrem-se que falamos de pessoas  que viram  em manifestações públicas tâo esmagadoras e reveladoras como foram as nossas, alegres piqueniques de gente parva e ociosa.

Enganam-se. A política do " uma mentira mil vezes repetida é uma verdade ", que fez a fama e o proveito do Ministro da Propaganda do regime de Hitler, a que, no dia de hoje, recorreram, ainda em nome do Socialismo, os mediocres e pouco imaginativos burocratas do Ministério da Educação, é apenas mais um pequeno acto suícida com pré-aviso. Chamaram gota de água ao tsunami que os vai afogar e não sabem que se dirigem para as ondas. A verdade é que com tanta reviravolta já nem sabem para onde vão. Estão tontos, coitados...

Pelo meu lado nem preciso de argumentar. Quando se pretende descredibilizar a maior greve de sempre de um grupo profissional, afirmando que as escolas estão abertas e a funcionar, esquecendo-se sibilinamente de referir, que estão vazias, já não é apenas má fé ou inépcia política. É o desnorte absoluto dos que se já sentem a prazo. Dos que sabem que a guia de despedimento vai a caminho assinada por todos os professores deste país.

Coisa rara, esta foi sem dúvida a verdadeira reforma que este governo introduziu na classe: Uniu-os  na defesa da escola pública e na luta por um estatuto que corresponda à  importância que a sociedade atribui à função docente. Nem mais, nem menos.

Que este vai ser um processo longo e desgastante já o sabíamos. Até porque o que está verdadeiramente em causa não é nem nunca foi  a questão da avaliação.

O modelo proposto pelo Ministério é tão desadequado e absurdo que se  tornou numa anedota nacional. Já ninguem defende aquela que era a pérola do novo estatuto. A menina dos olhos dos nossos governantes. Por isso o deixaram cair a troco de nada. Nunca o conseguiriam impor e muito menos aplicar.

Depois da vitória de hoje, é tempo de sermos claros. Porque todos sabemos que nesta luta o que importa são outras coisas.

 É a politica educativa , é  o futuro da escola pública , é a tentativa de institucionalizar um sistema de castas numa carreira que sempre foi única , porque únicas e cooperativas são as funções que desempenhamos.

São as quotas... é no fundo tudo aquilo que consideramos ser injusto,depreciativo e insultuoso. Podem confirmar que está tudo no Estatuto.

Agora mais que nunca é preciso não desistir. Nem mesmo relaxar.

A próxima luta será sempre a mais importante. Encarem-na como um bom e seguro investimento. Bem melhor que jogar na Bolsa...

publicado por Margarida às 00:16

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Ministério da Educação diz que não aceita «ultimatos»

Os sindicatos reclamam uma adesão de 94%. O Ministério da Educação fala em 61% e destaca que apenas 30% das escolas estiveram encerradas. Depois da guerra dos números fica, porém, afastada a ideia de uma cedência. «Não aceitamos ultimatos», afirma o secretário de Estado Valter Lemos.

 

O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, reconhece que a adesão à greve dos professores «foi significativa», mas rejeita a ideia de que haja um caos nas escolas e sublinha que o Governo não vai ceder «a ultimatos».

 

Lemos assegura que as escolas não estão a ser afectadas pela contestação dos professores às políticas do Ministério e diz-se confiante de que «apesar das discordâncias, os professores cumpram as suas obrigações profissionais».

«Não vale a pena criar a ideia de que há um caos nas escolas, porque isso é falso», afirmou o governante, em conferência de imprensa.

 

 

Guerra de números e de métodos de contagem.

 

Confrontado com as contas dos sindicatos – que apontam para uma adesão à greve próxima dos 94% -, o Governo contrapõe com uma estimativa de 61%.

«Os números finais só poderão ser definitivamente apurados decorridos cinco dias», adverte o Ministério da Educação em comunicado, na linha do que o secretário de Estado Jorge Pedreira já tinha afirmado ao referir que «alguns professores podem vir a justificar a falta por outros motivos».

 

Um procedimento que o Governo não tem adoptado noutras paralisações da função pública – em que têm sido avançados números no próprio dia da greve.

Na guerra dos números, o Ministério da Educação usa outro dado: apenas 30% das escolas estiveram encerradas, quando os sindicatos tinham anunciado uma «paralisação total».

Num email que a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) dirigiu, esta quarta-feira, às escolas sublinha-se mesmo que «quando não há actividades lectivas, mas os restantes serviços estão assegurados (…) o estabelecimento não pode ser considerado encerrado».

 

Uma interpretação que a Federação Nacional de Professores (Fenprof) considera «extraordinária».

«As escolas existem para que as crianças tenham aulas e outras actividades de carácter escolar», sublinham os sindicalistas, questionando a concepção de escola por trás desta declaração: «Ou será que a concepção de escola perfilhada no Ministério da Educação admite o pensamento que sustenta o email da DREC?».

 

 

DREN de Margarida Moreira com adesão recorde

 

De acordo com o levantamento feito pelo Ministério da Educação, foi no norte que se registou uma maior adesão à greve.

Segundo números divulgados pelo gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues, na zona correspondente à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), liderada por Margarida Moreira, 90% dos docentes não deram aulas.

 

Já a zona centro foi aquela em que mais estabelecimentos de ensino estiveram encerrados. Segundo o Ministério, 44% das 399 escolas da DREC não chegaram a abrir as portas.

Os mesmos números mostram que o Alentejo foi a região onde menos professores fizeram greve: só 44,8% faltaram ao trabalho.

 

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publicado por Margarida às 19:26

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

As reuniões do 1º ministro com os professores militantes do PS

 

Caros colegas,

Sou militante do PS desde 1989 e estive ontem na sede do PS, Largo do Rato. Não tive a oportunidade de intervenção porque houve bastante participação. Inscrevi-me, mas onfesso que abdiquei da minha intervenção pois iria repetir-me. Em resumo: insistência e muita propaganda para validar o modelo a qualquer custo. A divisão da carreira é para continuar, sendo que foi demonstrado cabalmente que não corresponde ao mérito mas sim a redução de custos e que mais de 2/3 dos professores jamais a atingem. Quero deixar a mensagem que só muito poucos é que tiveram a coragem de dizer as  verdades. Enfim, a pressão é muita e o satus presente não permitiu que todos nos
sentíssemos "livres".

Porque sou socialista, porque acredito num verdadeiro PS e não neste, porque quero e luto por um PS mais justo, mais digno, mais fraterno...
irei fazer greve assim como muito dos colegas presentes. Quero ainda dizer-vos: Este PS está aflito. Vai recorrer a tudo o que puder para levar por diante toda esta aquinação. Dizem que não podem perder a face.

Nós professoremos também não! Se ganharmos agora, ganhamos todos! Se perdermos neste momento, jamais nos levantaremos! O PS de Sócrates e não dos socialistas tudo irá fazer para nos vergar. Isto é uma certeza. Cabe-nos a nós resistir, porque resistir é vencer!

Aguardo melhores dias para o meu verdadeiro PS.

PS: Foi dito por um colega que neste momento o PS já tinha perdido a maioria e que se arriscava mesmo a perder as eleições com esta luta contra os professores. Este PS não está mesmo preocupado... e todos nós julgamos saber porquê. Quem vier a seguir que feche a porta, pois estes já têm lugar de estadia e voo marcado para destinos definidos e bem remunerados.
 
Professor socialista que não vota neste PS.

30 de Novembro de 2008 17:58
 

 

publicado por Margarida às 00:16

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Hinos nos Horários Escolares

Men At Work - Overkill (1983)

 

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publicado por Margarida às 11:06

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ACHA QUE PERDE DINHEIRO COM UM DIA DE GREVE?

 ABRAM OS OLHOS E NÃO OLHEM SÓ NO IMEDIATO PARA O VOSSO BOLSO !!!...

 

 

Professores podem perder de 25% a 50% do ordenado ao longo da carreira

 

*Pedro Sousa Tavares*

 O novo regime do estatuto da carreira docente vai custar aos professores entre 25% e 50% do valor de ordenados que potencialmente viriam a receber ao longo da sua vida profissional. A contabilidade é feita pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), tendo em conta o tempo que cada docente levará a subir de escalão pelas novas regras e o número limitado de lugares na categoria de professor titular.

A proposta do Ministério da Educação (ME) prevê a redução dos escalões de dez para sete, divididos em duas categorias: professor e professor titular. Mas, ao contrário do que acontecia com as antigas regras, no futuro nem todos os docentes poderão aspirar a chegar ao topo da carreira. "Mesmo que muitos demonstrem mérito e ultrapassem todas as etapas, a existência de quotas significa que mais de 80% vai ficar apenas na categoria de professor", disse ao DN Mário Nogueira, da Fenprof.

Na prática, isto significa que enquanto, até agora, todos os professores podiam aspirar atingir os 2899,38 euros, correspondentes ao salário-base do antigo 10.º escalão, no futuro o tecto salarial da maioria estará limitado a 2033,99 euros. Uma perda superior a 800 euros por mês em potenciais salários.

Mas não é só por aqui que as perspectivas se reduzem. As carreiras, apesar do menor número de escalões, passarão a durar 32 anos em vez dos actuais 26. O que equivale a dizer que serão precisos mais anos para mudar de categoria:

"Um professor que está agora no 8.º escalão vai continuar na mesma daqui a três anos, quando devia passar para o 9.º", exemplificou Mário Nogueira.

De resto, pelas contas da Fenprof, mesmo para os melhores docentes, as perdas são inevitáveis: um professor que seja sempre classificado como 'Excelente', que consiga chegar a titular logo à primeira, vai ter uma perda global de 25% de salários", garantiu o sindicalista. "Quanto aos outros, limitados a quatro escalões, vão perder 50%".

"Mais um ano congelado"

"Como se isso não bastasse", acrescentou Mário Nogueira, "este ano também já não há progressões, uma vez que os professores apenas podem ser avaliados para progredir no final do ano lectivo. Por isso", considerou, "temos mais um ano congelado".

A Fenprof promete "difundir estes factos pelas escolas" e antevê "uma onda de contestação como nunca se viu, caso o ministério não mude de posição".

O DN tentou, sem sucesso, obter uma reacção do Ministério da Educação.

 

publicado por Margarida às 10:50

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