Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Nota à Imprensa do Grupo dos 14, em representação dos PCE

Nota à Imprensa 

Por Rosário Gama

 

Os Presidentes de Conselhos Executivos recebidos pela Sr.a Ministra da Educação no dia 15 de Janeiro, querem, em primeiro lugar, registar que ficaram agradavelmente surpreendidos com a celeridade com que obtiveram resposta positiva da parte do Ministério para a marcação de uma reunião, o que ocorreu no espaço de poucas horas.

 

Os 14 Presidentes de Conselhos Executivos, oriundos de diversos pontos do país, que se apresentaram no Ministério da Educação à hora marcada, representavam cerca de centena e meia de presidentes que se reuniram no passado dia 10 de Janeiro em Santarém.

Foram recebidos pela Sr.a Ministra e pelo Sr. Secretário de Estado, Walter Lemos, aos quais entregaram o “Manifesto de 10 de Janeiro”, documento que sintetiza as posições assumida nessa data em Santarém.

 

A reunião iniciou-se pelo relato, por parte dos Presidentes dos Conselhos Executivos, da situação actual nas Escolas, no que concerne às implementação deste modelo de avaliação do pessoal docente e ao clima instabilidade e crispação que o mesmo gera nas Escolas, uma vez que é considerado pela maioria esmagadora dos professores e por muitos Presidentes de Conselho Executivo, tal como os presentes ou representados na reunião, como sendo injusto, pouco rigoroso e inexequível.

 

Em resposta, a  Sr.a Ministra afirmou compreender as preocupações e os constrangimentos que lhe foram apresentados, mas a suspensão do modelo de avaliação está fora de causa, pois acredita que haverá mais vantagens em o aplicar, apesar da contestação, do que em não o aplicar, mesmo sabendo que não estão reunidas as melhores condições para o fazer.

(...)

Na sequência da “reunião de 10 de Janeiro” realizada em Santarém, será realizada uma nova reunião de Presidentes de Conselhos Executivos, no dia 7 de Fevereiro, no Auditório Bissaya Barreto, Campus do Conhecimento e da Cidadania, Bencanta, em Coimbra, no sentido de se fazer de novo o ponto da situação e de se discutirem actuações para o futuro próximo. Esta reunião, reveste-se da máxima importância, pelo que se espera uma participação mais alargada de PCE´s.

 

Continua no blog do Paulo Guinote

 

publicado por Margarida às 17:06

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Recusa de avaliação alastra a todo o País

112 Escolas já tomaram posição 

Professores de escolas de todo o País têm vindo a aprovar nos últimos dias tomadas de posição colectivas, assumindo a recusa em participar no processo de avaliação de desempenho, começando pela não entrega dos objectivos individuais.

 

Sindicatos, movimentos independentes e blogues de docentes apontam já para mais de uma centena de escolas e agrupamentos onde, após a publicação do Decreto Regulamentar de simplificação, a 5 de Janeiro, os professores voltaram a reunir e decidiram manter a suspensão do processo. O blogue ProfAvaliação apresentava ontem uma lista com 43 agrupamentos e 69 escolas onde foi aprovada a suspensão.

 

Para o dia da greve, segunda-feira, estão marcadas dezenas de reuniões de docentes que poderão tomar decisões idênticas. A Fenprof garante que "mesmo em escolas em que essa decisão não foi tomada, são milhares os professores que decidem não entregar os objectivos individuais". A Fenprof faz ainda um apelo para se encher com mensagens de protesto os mails de 40 deputados do PS que são docentes, divulgando os respectivos endereços electrónicos. A ideia é pressionar a aprovar o projecto do CDS-PP, que defende a suspensão da avaliação e será votada no Parlamento dia 23.

 

MOVIMENTOS FALAM EM DEMISSÃO

Os deputados socialistas que são professores vão romper a disciplina partidária e aprovar a suspensão da avaliação, quando dia 23 for votado na Assembleia da República o projecto do CDS-PP, levando o Governo a apresentar a demissão. Este é o cenário ontem aventado pelo movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) num texto colocado no seu site. "São notícias que vão chegando das sedes do PS a nível nacional. Fala-se, inclusivamente, de que se preparam para o Governo pedir a demissão. Falta o motivo e este parece ser aquele em que Sócrates aposta e vai daí ... professores socialistas juntam-se a Alegre e companhia ", pode ler-se no texto.

 

NOTAS

CONSELHO QUER REVISÃO

O presidente do Conselho das Escolas, Álvaro dos Santos, disse à Agência Lusa que o modelo de avaliação "deve ser revisto" mas defendeu que os sindicatos devem apresentar uma alternativa credível.

 

ABAIXO-ASSINADO

No dia da greve, a Plataforma Sindical vai entregar no Ministério um abaixo-assinado.

In, CM

publicado por Margarida às 16:27

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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

Para mais do mesmo ...

Novo encontro marcado para 7 de Fevereiro
Presidentes dos Conselhos Executivos “adiam” possibilidade de pedir demissão 
10.01.2009 - 19h54 Graça Barbosa Ribeiro, in Público
 

Os presidentes dos conselhos executivos de 139 escolas do país, reunidos em Santarém para definir estratégias contra a “pressão do Governo” de que se sentem vítimas, decidiram hoje, por consenso, “adiar o pedido de demissão”. Num primeiro momento vão solicitar uma audiência à ministra da Educação a fim de pedir a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores. A análise da resposta e de outras medidas a tomar será feita numa segunda reunião, marcada para 7 de Fevereiro.

De acordo com Rosário Gama, presidente do CE da Secundária Infanta D. Maria – uma das 20 escolas que convocaram o encontro de hoje – a proposta de pedido de demissão por parte de todos os PCE não chegou a ser votada. “Concluímos, por consenso, que se nos demitíssemos estaríamos a ‘deixar sem rede’ os colegas que nos elegeram”, explicou, considerando que “facilmente” o Governo os “substituiria por dirigentes não eleitos e menos capazes de apoiar os professores na luta contra este modelo de avaliação”.

 

Este movimento de Conselhos Executivos merece, de todos os professor, uma palavra de reconhecimento e apreço pela disponibilidade e um apelo a que mais escolas se juntem no próximo encontro.

Quanto ao conteúdo das decisões ficaram , ligeiramente, aquém das expectativas.

Acenar com a possibilidade de demissão e, fundamentar que não o fazem porque seriam facilmente substituídos e que representam melhor os colegas, é uma carta aberta para a certeza que o ME precisa ... Solicitar a suspensão do modelo de avaliação, já 140 mil professores o fizeram nas avenidas da capital.

Esperávamos mais firmeza e linhas de acção mais concretas. Talvez, com mais representantes, na próxima reunião...

publicado por Margarida às 15:03

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

As reuniões do 1º ministro com os professores militantes do PS

 

Caros colegas,

Sou militante do PS desde 1989 e estive ontem na sede do PS, Largo do Rato. Não tive a oportunidade de intervenção porque houve bastante participação. Inscrevi-me, mas onfesso que abdiquei da minha intervenção pois iria repetir-me. Em resumo: insistência e muita propaganda para validar o modelo a qualquer custo. A divisão da carreira é para continuar, sendo que foi demonstrado cabalmente que não corresponde ao mérito mas sim a redução de custos e que mais de 2/3 dos professores jamais a atingem. Quero deixar a mensagem que só muito poucos é que tiveram a coragem de dizer as  verdades. Enfim, a pressão é muita e o satus presente não permitiu que todos nos
sentíssemos "livres".

Porque sou socialista, porque acredito num verdadeiro PS e não neste, porque quero e luto por um PS mais justo, mais digno, mais fraterno...
irei fazer greve assim como muito dos colegas presentes. Quero ainda dizer-vos: Este PS está aflito. Vai recorrer a tudo o que puder para levar por diante toda esta aquinação. Dizem que não podem perder a face.

Nós professoremos também não! Se ganharmos agora, ganhamos todos! Se perdermos neste momento, jamais nos levantaremos! O PS de Sócrates e não dos socialistas tudo irá fazer para nos vergar. Isto é uma certeza. Cabe-nos a nós resistir, porque resistir é vencer!

Aguardo melhores dias para o meu verdadeiro PS.

PS: Foi dito por um colega que neste momento o PS já tinha perdido a maioria e que se arriscava mesmo a perder as eleições com esta luta contra os professores. Este PS não está mesmo preocupado... e todos nós julgamos saber porquê. Quem vier a seguir que feche a porta, pois estes já têm lugar de estadia e voo marcado para destinos definidos e bem remunerados.
 
Professor socialista que não vota neste PS.

30 de Novembro de 2008 17:58
 

 

publicado por Margarida às 00:16

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

ACHA QUE PERDE DINHEIRO COM UM DIA DE GREVE?

 ABRAM OS OLHOS E NÃO OLHEM SÓ NO IMEDIATO PARA O VOSSO BOLSO !!!...

 

 

Professores podem perder de 25% a 50% do ordenado ao longo da carreira

 

*Pedro Sousa Tavares*

 O novo regime do estatuto da carreira docente vai custar aos professores entre 25% e 50% do valor de ordenados que potencialmente viriam a receber ao longo da sua vida profissional. A contabilidade é feita pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), tendo em conta o tempo que cada docente levará a subir de escalão pelas novas regras e o número limitado de lugares na categoria de professor titular.

A proposta do Ministério da Educação (ME) prevê a redução dos escalões de dez para sete, divididos em duas categorias: professor e professor titular. Mas, ao contrário do que acontecia com as antigas regras, no futuro nem todos os docentes poderão aspirar a chegar ao topo da carreira. "Mesmo que muitos demonstrem mérito e ultrapassem todas as etapas, a existência de quotas significa que mais de 80% vai ficar apenas na categoria de professor", disse ao DN Mário Nogueira, da Fenprof.

Na prática, isto significa que enquanto, até agora, todos os professores podiam aspirar atingir os 2899,38 euros, correspondentes ao salário-base do antigo 10.º escalão, no futuro o tecto salarial da maioria estará limitado a 2033,99 euros. Uma perda superior a 800 euros por mês em potenciais salários.

Mas não é só por aqui que as perspectivas se reduzem. As carreiras, apesar do menor número de escalões, passarão a durar 32 anos em vez dos actuais 26. O que equivale a dizer que serão precisos mais anos para mudar de categoria:

"Um professor que está agora no 8.º escalão vai continuar na mesma daqui a três anos, quando devia passar para o 9.º", exemplificou Mário Nogueira.

De resto, pelas contas da Fenprof, mesmo para os melhores docentes, as perdas são inevitáveis: um professor que seja sempre classificado como 'Excelente', que consiga chegar a titular logo à primeira, vai ter uma perda global de 25% de salários", garantiu o sindicalista. "Quanto aos outros, limitados a quatro escalões, vão perder 50%".

"Mais um ano congelado"

"Como se isso não bastasse", acrescentou Mário Nogueira, "este ano também já não há progressões, uma vez que os professores apenas podem ser avaliados para progredir no final do ano lectivo. Por isso", considerou, "temos mais um ano congelado".

A Fenprof promete "difundir estes factos pelas escolas" e antevê "uma onda de contestação como nunca se viu, caso o ministério não mude de posição".

O DN tentou, sem sucesso, obter uma reacção do Ministério da Educação.

 

publicado por Margarida às 10:50

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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Desenvolvimentos pós 8 de Novembro

  
Escola D. Maria suspende avaliação e conselhos executivos de Coimbra reúnem-se 
 

Os professores da Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, suspenderam a avaliação de desempenho e, quinta-feira, realiza-se nesta cidade uma reunião de conselhos executivos do distrito para uma posição conjunta sobre o processo - revelaram hoje vários responsáveis.

Segundo a presidente do conselho executivo da Escola Secundária Infanta D. Maria, Maria do Rosário Gama, os professores deste estabelecimento, o primeiro do sector público com melhor média na primeira fase dos exames nacionais, decidiram, por unanimidade, suspender o processo de avaliação do desempenho até o modelo ser revisto, tendo assinado um documento nesse sentido.

Entretanto, está prevista para quinta-feira, na Escola Secundária da Quinta das Flores, em Coimbra, uma reunião de conselhos executivos de escolas do distrito para "uma tomada de posição conjunta acerca do processo de avaliação, nomeadamente pedindo a suspensão do modelo" - disse hoje o presidente do conselho executivo deste estabelecimento.

Também nesta escola, e ainda antes da manifestação nacional de sábado passado em Lisboa, foi subscrito um abaixo-assinado por 114 dos 115 dos professores do estabelecimento, pedindo a suspensão do processo - adiantou Sobral Henriques. "Espero que a ministra da Educação tenha o bom senso de ouvir as escolas e os docentes", vincou o presidente do conselho executivo da Secundária da Quinta das Flores.

No documento enviado à ministra da Educação e datado de 27 de Outubro, os professores da Secundária D. Maria decidem "suspender a participação neste processo de Modelo de Avaliação de Desempenho até que se proceda a uma revisão concertada do mesmo, que torne o processo exequível, justo, transparente, ou seja, capaz de contribuir realmente para o fim que supostamente persegue, uma Escola Pública de qualidade".

Por outro lado, nas Escolas Secundárias D. Duarte e Jaime Cortesão, em Coimbra, foram aprovadas moções, por unanimidade, pedindo a suspensão do processo, revelaram hoje fontes dos respectivos conselhos executivos. O mesmo se passou na Avelar Brotero, da qual foi emanado no final de Outubro, para os principais órgãos institucionais, um pedido de suspensão do processo de avaliação, subscrito, em 24 horas, por 80 por cento dos professores da escola, disse a presidente do conselho executivo.

Entretanto, várias dezenas de professores de Arganil, Côja, Oliveira do Hospital e Tábua, que estavam inscritos para uma acção de formação sobre avaliação do desempenho que começava segunda-feira, recusaram-se a participar na acção com a duração de uma semana, segundo uma das 72 docentes inscritas. "Não fizemos a formação, proposta pela DEGRHE [Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação] como forma de protesto contra o modelo de avaliação. Apenas oito colegas participaram na formação, em Arganil", disse hoje Margarida Rodrigues.

 

 

publicado por Margarida às 23:22

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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

JMA vai deixando recados nas entrelinhas

Depoimento de José Matias Alves, ex- membro do Conselho Científico para a Avaliação de Professores

 

Sempre pensei e escrevi e disse que este modelo de avaliação de desempenho era impossível. Sempre pensei e escrevi e disse que era desejável que este ano lectivo se seguisse a recomendação nº 2 do CCAP. Porque permitia às escolas e aos professores organizarem-se numa outra lógica de acção: mais sensata, mais económica, mais holística. Com, provavelmente, menos danos colaterais. Com menos falsificações. Com menos faz-de-conta. Não que se resolvesse o problema de fundo. Mas, a meu ver, atenuava-se e poderia permitir ambientes mais respiráveis até uma revisão obrigatória para o 2º ciclo avaliativo. Que vai ser inevitável.

Agora, um número indeterminado de escolas e de docentes vivem na asfixia. Na maldição do tempo. Na invenção de realidades. Na fuga. Na revolta mais ou menos latente. A raiar o esgotamento e a desmotivação. Não serão todas. Mas serão, provavelmente, a maioria.

E isto causa dilacerantes problemas éticos. Ameaças identitárias cujos impactos no ser e estar na profissão são muito difíceis de prever. Ninguém está a ganhar nestes ambientes. Todos estão a perder. Os alunos, as famílias, os professores, as escolas. Em última análise, o próprio Ministério. Obviamente.

Salvam-se apenas aquelas (suponho que poucas) escolas que tiveram a inteligência (e alguma ousadia) de colocar os alunos primeiro. De centrarem a acção e o tempo dos professores na tarefa de ensinar e de avaliar o resultado da sua acção profissional. De criarem dispositivos de securização.

Como professor que procura ler e compreender o que (não) se passa, não posso deixar de compreender as razões e os sentimentos que vão levar os professores e educadores a Lisboa no dia 8 de Novembro (no que à avaliação de desempenho diz respeito). E de desejar que um compromisso seja possível em nome do mais importante: as pessoas e as suas aprendizagens.

 

José Matias Alves
Ex-membro do Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Demitiu-se em 20 de Outubro de 2008.

 

A dúvida mantém-se na maioria dos professores, nos Conselhos Executivos e Comissões científicas.

O que fazer com as  recomendações do CCAP?

O que fazer com a desarticulação, ou mesmo incompatibilidade, entre as recomendações do CCAP e as orientações definidas no Decreto Regulamentar n.º2/2008 ?

Com estas dúvidas andamos todos e a ouvir a senhora ministra proferir a alarvidade que o processo de avaliação decorre com normalidade em todas as escolas.

Até porque, os professores no dia 8 vão a Lisboa para matar saudades e confirmar à senhora ministra que tudo vai bem com o processo de avaliação.

 

publicado por Margarida às 22:35

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Protesto - Tudo se desmorona

Estando decorridos praticamente 2 meses desde o início das actividades lectivas, sinto que fui colocado numa escola diferente sem, no entanto, ter por algum momento abandonado este local de trabalho a que gosto de chamar a minha escola.

 

Sendo este o 5º ano de trabalho neste Agrupamento e o 16º enquanto professor, tenho vivido nos últimos tempos, como todos os outros professores, a distorção de um eixo de princípios e pressupostos que nos fizeram escolher uma carreira que assumimos como nossa, uma carreira que escolhi por convicção e que, ao contrário de um amor à primeira vista, fui abraçando gradualmente com mais paixão e entrega.

 

Tudo se desmorona. Desde as primeiras notícias de um ECD alegadamente contra os professores, até à publicação do mesmo, confirmando-se o facto de este ser altamente penalizador e punitivo para com uma classe profissional que desde sempre tem acatado todas as directivas superiormente emanadas, descabidas ou não, adoptando-as e adaptando-as devidamente à realidade de cada escola / agrupamento.

 

Tudo se desmorona. Com o novo modelo de avaliação de professores, o espírito de cooperação e companheirismo que tornava qualquer projecto um motivo de entusiasmo em que professores e alunos se embrenhavam de forma solidária e construtiva, transforma-se a olhos vistos em ambiente de intriga, desconfiança e conspiração. O ambiente que se respira na sala de professores é de uma tensão doentia, os intervalos já não servem para recarregar energias, são antes a extensão das intermináveis reuniões de grupos, departamentos, conselhos pedagógicos, entre muitas outras. Uma simples ida à casa de banho durante o intervalo nem sempre é tarefa fácil, tais as solicitações a serem feitas durante a travessia da sala de professores.

 

Tudo se desmorona. A correcção de testes começa a ser uma tarefa que implica roubar tempo ao repouso mínimo, se tempo houver para o mesmo, ou à família. A preparação de aulas e leccionação das mesmas, desde sempre assumido por todos como função primordial do professor, no fundo aquela que nos trouxe até aqui, torna-se um desafio complexo de efectivar, tal o tempo e energia consumidos nos infindáveis e obscuros documentos que diariamente temos que debater, adaptar, validar, burocracia esta que será, a seu tempo e se nós o permitirmos, a orientação, a luz, a batuta dos novos professores.

 

Tudo se desmorona. A escola que estava a ser pacientemente construída por todos e para todos, foi brutalmente sacudida por um sismo economicista de preconceitos, precipitações e incompetências. E sinto que estou a perder os alunos. Sinto que os alunos perdem os professores em cada reunião que termina, em cada documento aprovado, em cada medida controladora, persecutória e punitiva que nos é imposta.

 

Estou cansado. Física e emocionalmente cansado. E Novembro só agora começou. Será que o resto da minha carreira vai ser um longo e interminável Outono? Será que voltaremos a ter a felicidade e a energia para fazer brotar Primaveras sorridentes dos olhos dos nossos alunos? Será que o meu, o nosso futuro passa por uma corrida estéril às vagas ridículas de Excelentes e Muito Bons? Será que a minha escola vai ser o leito de disputas histéricas pelo portefólio mais colorido e com mais giga bytes, pela planificação com mais itens e páginas, pelo registo de avaliação mais barroco, apesar de fabricado?

 

Não. Não é esta escola que quero para mim. E não, definitivamente não é esta escola que quero para as minhas filhas.

 

Resta-me protestar. Resta-me tornar este mais um protesto, mais uma voz a ecoar no já imenso coro da indignação. Protesto e apelo a todos os professores deste agrupamento, em especial aos órgãos pedagógicos, que não deixem a escola desmoronar-se.

 

José Eduardo Carvalho

 (PQE, Agrupamento de Escolas Lousada Oeste)

 

O olhar sentido do Zé faz eco no sentir da maioria dos professores e, certamente, no de muitos pais deste país.

Como diz o Zé Eduardo, resta-nos protestar e fazer a ONDA CRESCER...

 

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publicado por Margarida às 15:15

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Resistências colectivas. Em cada escola uma Moção

LISTA ACTUALIZADA DAS ESCOLAS RESISTENTES:

Agrupamento das Escolas de Ourique - Alentejo
Agrupamento de Aristides de Sousa Mendes - Póvoa de Santa Iria
Agrupamento de Escolas António José De Almeida -Penacova
Agrupamento de Escolas Clara de Resende - Porto
Agrupamento de Escolas Conde de Ourém – Ourém
Agrupamento de Escolas Coura e Minho - Caminha
Agrupamento de Escolas D. Carlos I - Resende
Agrupamento de Escolas D. Carlos I - Sintra
Agrupamento de Escolas D. Manuel de Faria e Sousa – Felgueiras
Agrupamento de Escolas D. Miguel de Almeida – Abrantes
Agrupamento de Escolas da Maceira – Leiria
Agrupamento de Escolas de Alvide - Cascais
Agrupamento de Escolas de Aradas - Aveiro
Agrupamento de Escolas de Armação de Pêra - Algarve
Agrupamento de Escolas de Aveiro
Agrupamento de Escolas de Castro Daire
Agrupamento de Escolas de Forte da Casa - Lisboa
Agrupamento de Escolas de Lousada Oeste
Agrupamento de Escolas de Marrazes - Leiria
Agrupamento de Escolas de Ovar
Agrupamento de Escolas de S. Julião Da Barra - Oeiras
Agrupamento de Escolas de Vila do Bispo - Algarve
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Santo André - Santiago do Cacém
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos - Pinhal Novo
Agrupamento de Escolas Nº1-Beja
Agrupamento de Escolas Nuno Álvares Pereira – Camarate
Agrupamento de escolas Pedro de Santarém - Lisboa
Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches – Penamacor
Agrupamento Vertical Clara de Resende - Porto
Agrupamento Vertical da Senhora da Hora - Porto
Agrupamento Vertical de Escolas de Gueifães – Maia
Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues – Silves
Agrupamento Vertical Escolas de Azeitão
Declaração da Demissão de Avaliador do Prof. José Maria Barbosa Cardoso
Departamento de Expressões da Escola Eugénio de Castro - Coimbra
Departamento de Expressões da Escola Secundária Filipa de Vilhena - Porto
Departamento de História, Filosofia e E.M:R. da Escola Secundária de Odivelas
Escola Alice Gouveia - Coimbra
Escola Básica 1 de Santa Maria de Beja - Demissão do Conselho Executivo e de todos os Órgãos intermédios
Escola Básica 2, 3 da Abelheira - Viana do Castelo
Escola Básica 2, 3 Frei Bartolomeu dos Mártires - em Viana do Castelo
Escola Básica 2,3/Secundário de Celorico da Beira
Escola Básica 2/3 António Fernandes de Sá - Gervide
Escola Básica 2/3 de Tortosendo
Escola Básica 2/3 de Lijó
Escola Básica Frei André da Veiga - Santiago do Cacém
Escola de Arraiolos
Escola EB23 Dr. Rui Grácio - Sintra
Escola Eugénio de Castro - Coimbra
Escola Fernando Lopes-Graça, Parede - Cascais
Escola Jaime Magalhães Lima - Aveiro
Escola Martim de Freitas - Coimbra
Escola Secundária Alcaides de Faria - Barcelos
Escola Secundária Augusto Gomes - Matosinhos
Escola Secundária Avelar Brotero - Coimbra
Escola secundária c/ 3ª ciclo Camilo Castelo Branco - Vila Real
Escola Secundária c/ 3ª ciclo Manuel da Fonseca - Santiago do Cacém
Escola Secundária c/ 3º CEB Madeira Torres - Torres Vedras
Escola Secundária c/ 3º ciclo de Barcelinhos
Escola Secundária c/ 3º Ciclo de Madeira Torres - Torres Vedras
Escola Secundária c/ 3º ciclo Rainha Santa Isabel - Estremoz
Escola Secundária Camões - Lisboa (Demissão da maioria dos professores Avaliadores n/Coordenadores)
Escola Secundária Campos-Melo - Covilhã
Escola Secundária D. João II - Setúbal
Escola Secundária da Amadora - Sintra
Escola Secundária da Amora
Escola Secundária da Reboleira - Amadora
Escola Secundária de Albufeira - Algarve (Abaixo-assinado)
Escola Secundária de Arganil
Escola Secundária de Camões - Lisboa (Declaração de Demissão da maioria dos professores Avaliadores n/ Coordenadores)
Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo - Leiria
Escola Secundária de Miraflores - Oeiras
Escola Secundária de Montemor-o-Novo
Escola Secundária de Sebastião da Gama - Setúbal
Escola Secundária de Vila Verde
Escola Secundária Dom Manuel Martins - Setúbal
Escola Secundária Dona Maria - Coimbra
Escola Secundária Dr. Júlio Martins - Aveiro
Escola Secundária Emídio Navarro - Viseu
Escola Secundária Ferreira de Castro
Escola Secundária Ferreira Dias - Santiago do Cacém
Escola Secundária Infanta D. Maria – Coimbra
Escola Secundária Jaime Magalhães Lima / Aveiro
Escola Secundária Monte da Caparica - Lisboa
Escola Secundária Montemor-o-Novo
Escola Secundária Rio Tinto
Escola Secundária Seomara da Costa Primo - Amadora
Escola Secundária/3 De Barcelinhos (Conselho Pedagógico Suspende Avaliação)
Escolas do Concelho de Chaves (9 escolas)

Para aceder aos documentos, clique aqui.

Via blogue MMUP

publicado por Margarida às 01:08

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Posição dos Professores Avaliadores da Escola Secundária D. Manuel Martins (Setúbal)

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Exma. Senhora Ministra da Educação
Exmos. Senhores do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Executivo da Escola Sec. Dom Manuel Martins
Exmos. Senhores do Conselho Pedagógico da Escola Sec. Dom Manuel Martins
Exmos. Senhores da Comissão de Coordenação de Avaliação do Desempenho da Escola Sec. Dom Manuel Martins
 
Os professores avaliadores da Escola Secundária Dom Manuel Martins, reunidos no dia 28 de Outubro de 2008, vêm declarar o seu profundo desacordo perante o modelo de avaliação do desempenho dos professores, introduzido pelo Dec. Regulamentar nº2/2008.
 
Não questionando a importância da avaliação dos professores, como instrumento conducente à valorização das suas práticas docentes, considera-se que essa mesma avaliação é um assunto sério e que deve resultar de uma ampla, profunda e séria discussão, no sentido de fomentar a qualidade do ensino e o prestígio da escola.
 
Assim, os professores avaliadores desta escola consideram que:
1. Ao longo dos anos, várias foram as políticas educativas de sucessivos governos, nunca daí resultando uma avaliação nem uma consolidação dessas mesmas políticas.
 
2. Não tem crédito um modelo de avaliação cujos avaliadores não têm competência para avaliar os seus pares, seja porque não tiveram formação ou tiveram-na tardiamente e de forma insuficiente, seja porque têm de avaliar professores de uma área científica completamente diferente da sua (uma professora de Biologia avalia o grupo de Informática, uma professora de Português avalia outra de Inglês, etc), ou ainda porque não têm experiência em supervisão.
 
3. Não é credível um modelo de avaliação onde alguns avaliadores têm formação científico-pedagógica inferior à dos seus avaliados.
 
4. O critério para ser avaliador é ser professor titular. Todos sabemos que a diferença entre professor e professor titular é que este último teve alguns cargos nos últimos sete anos. Todos sabemos que esta diferença é artificial e gratuita, pois valoriza apenas os cargos desempenhados, como se todo um passado de longos anos dedicados ao ensino não contasse para nada.
 
5. Este modelo de avaliação é parcial e subjectivo, injusto e gerador de desigualdades e está a pôr em causa as relações de cooperação, partilha e cordialidade que sempre existiram entre a classe docente, pois fomenta a competitividade e o individualismo.
6. Não é justa a imposição de quotas na atribuição das menções qualitativas de Muito Bom e Excelente, pois condiciona, à partida, os resultados da avaliação e compromete a sua legitimidade.
 
7. Este modelo de avaliação penaliza os professores na obtenção de Muito Bom ou de Excelente, pelo uso de direitos constitucionalmente protegidos como a maternidade/paternidade, doença, nojo, cumprimento de obrigações legais, entre outros.
8. As trinta e cinco horas semanais estabelecidas pelo Dec. Lei nº15/2007 de 19 de Janeiro são um mito. Todos os professores ultrapassam largamente essas horas uma vez que o trabalho do professor começa em casa, continua na escola e termina em casa. É em casa que o professor planifica as aulas, prepara os materiais pedagógicos, elabora e corrige os trabalhos realizados pelos alunos (no mínimo 3/4 turmas), investe na sua formação e investigação.
 
9. Os professores não podem ser os únicos culpados pelo insucesso dos alunos. Só eles sabem em que condições muitas crianças vêm para a escola (com fome, já com algumas horas de trabalho, com situações familiares completamente desestruturadas, entre outras). Não são raras as situações em que os pais/encarregados de educação obrigam os filhos a sair da escola para ir trabalhar, pois é uma forma de contribuir para o sustento da família.
10. No início do ano lectivo, os professores não são capazes de prever quantos alunos vão reprovar ou abandonar a escola.
 
11. Os professores que leccionam turmas com situações problemáticas e com dificuldades de aprendizagem são discriminados, já que lhes é imputada a responsabilidade individual pela avaliação dos alunos.
 
12. Todo o processo da avaliação dos professores é excessivamente burocrático. Destacam-se algumas tarefas obrigatórias inerentes ao processo que todos os professores têm que realizar:
 
a) Preenchimento de um documento com as metas e objectivos do grupo disciplinar;
 
b) Preenchimento da ficha dos objectivos individuais, onde cada professor tem que prever quantos alunos vai passar no final do ano lectivo, quantos alunos vão desistir da escola (como se o professor pudesse prever e controlar tal situação), em quantas actividades vai participar e quantos alunos conseguirá motivar para participar nas actividades da escola, entre outras;
 
c) Preenchimento da ficha de auto-avaliação;
 
d) Elaboração de um portefólio;
 
e) Inúmeras reuniões entre os avaliadores e os avaliados.
 
13. Para os avaliadores, o processo não é menos penoso:
a) Orientar/participar/realizar reuniões de grupo, departamento, conselho pedagógico, reuniões de avaliadores, reuniões com os avaliados, reuniões com o Presidente do Conselho Executivo na qualidade de avaliador;
 
b) Preencher várias grelhas:
- metas e objectivos do grupo/departamento;
- os seus objectivos individuais (ele também é avaliado);
- três fichas de verificação das aulas assistidas, por cada professor avaliado;
- três fichas de verificação do portefólio, por cada professor avaliado;
- três fichas de registo de elementos, por cada professor avaliado;
- uma ficha de avaliação do Ministério da Educação, por cada professor avaliado;
- a sua ficha de auto-avaliação;
- elaboração do seu portefólio (ele também é avaliado);
- assistir às aulas dos seus avaliados (o avaliador pode ter até onze professores para avaliar; este ano tem que assistir a três aulas de cada um);
- preenchimento on-line da avaliação dos professores avaliados;
 
14. Os avaliadores não são só avaliadores. Os avaliadores têm 4/5/6 turmas, são, na sua maioria, coordenadores de departamento e sub-coordenadores de departamento, tendo à sua responsabilidade as tarefas inerentes ao cargo, para além das de avaliador. Não é possível resistir a tanto. Esta situação está a criar um desgaste físico e emocional incompatível com a nossa função principal – ensinar.
 
15. Este modelo de avaliação consome a saúde, a alma e o tempo dos professores em reuniões e preenchimento de documentos, fazendo com que descurem e lesem aqueles que deveriam estar em primeiro lugar – os alunos.
 
16. Não é credível um modelo de avaliação que é (deveria ser) apoiado pelo chamado Conselho Científico para a Avaliação, cuja coordenadora pediu a aposentação, quando o processo está no início, e que não reúne desde Julho deste ano.
Tendo em conta o atrás exposto, os avaliadores desta escola não reconhecem neste modelo de avaliação qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e o seu desempenho profissional e solicitam uma reflexão séria e profunda de todo este processo.
 
 
Setúbal, 28 de Outubro de 2008
publicado por Margarida às 22:54

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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Ministra diz que avaliação de professores é para avançar

 

A ministra da Educação entende que a lei relativa à avaliação dos professores é para avançar, apesqar de alguns protestos contra o processo. Maria de Lurdes Rodrigues destacou ainda o facto de muitas escolas estarem a avaliar normalmente os docentes.

 

Perante esta situação, Maria de Lurdes Rodrigues destacou o facto de «milhares, milhares de escolas e a grande, grande maioria» dos estabelecimentos escolares não ter protestado contra esta avaliação.

 

«É importante sublinhar que milhares de professores foram já avaliados no ano lectivo que terminou. Hoje podemos saber que há centenas, cerca de sete por cento de professores que foram classificados com muito bom e excelente», acrescentou.

in, TSF

 

A senhora ministra destacou o facto de milhares de escolas não terem protestado contra esta avaliação. Mas será que a própria ministra acredita no que diz? Haverá alguma escola  ou professor neste país que não tenha protestado contra este modelo de avaliação?

Ficamos, no entanto, como uma certeza...desta vez o número conta!

 

Quanto aos milhares de professores que foram avaliados no ano lectivo anterior, aos quais a senhora ministra se refere, todos sabemos a fantochada de avaliação que foi e, essa os professores não querem.

Os professores querem uma avaliação séria, credível, exequível e não uma avaliação que no papel (normativos) é um emaranhado de burocracia e, como tal,  dada a impossibilidade de ser aplicada, acaba em processos de simplificação, numa fantochada onde nada e ninguém é avaliado. É tudo um grande faz de conta para que conste que sim.

 

publicado por Margarida às 14:47

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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Cada escola encontra mais uma dificuldade

 

PROPOSTA DO GRUPO DE ……………

 

 

Sendo a definição dos objectivos individuais simultaneamente o ponto de partida e de retorno do processo de avaliação, é absolutamente fundamental que os professores tenham na sua posse atempadamente os elementos que lhe permitam estabelecê-los de forma realista.

 

Ora esses objectivos devem assentar:

 

- na indicação de metas que tenham por referência, de acordo com o estabelecido nos artº 8º e 9º do Dec.-Reg. nº2/2008, o PEE.  Sucede que, por nem sempre se considerarem aplicáveis, o C.P. ainda se encontra em processo de revisão e discussão das mesmas;

 

- no fornecimento de dados estatísticos sobre resultados escolares que cubram um período superior a dois anos de modo a que se possa formular uma proposta credível. Acresce que tais dados, certamente existentes, devem ser integrados no Projecto de Avaliação do Desempenho da escola e facultados antecipadamente a todos os professores;

 

-nos dados estatísticos sobre abandono escolar por período semelhante ao atrás mencionado, informação igualmente ainda a fornecer aos professores;

 

- na articulação interdepartamental, em termos de propostas gerais comuns, que obedeçam a um projecto de escola. Tal articulação não foi até à data efectuada por falta de tempo;

 

-no levantamento de todas as situações em que, por deficiência de instalações e/ou de materiais disponíveis, seja impossível o uso de novas tecnologias e/ou técnicas inovadoras. Até este momento, não há informação de que esse levantamento esteja a ser posto em prática.

 

Desta forma, e considerando que não existe uma inventariação dos itens anteriormente referidos, parece-nos impraticável manter a data de 31 de Outubro ou mesmo de 14 de Novembro para a apresentação dos objectivos individuais, como inicialmente proposto. Assim, propõe-se a suspensão sine die do calendário já aprovado em Conselho Pedagógico.

 

Amadora, 21 de Outubro de 2008

 

(os professores abaixo assinados)

publicado por Margarida às 22:56

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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Escolas de Vila Nova de Poiares pedem a "revogação imediata" do despacho que institui a avaliação

O Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares pediu ao Ministério da Educação a suspensão do processo de avaliação de desempenho. Segundo o Conselho Executivo, o modelo é "inexequível" e os professores estão "sem tempo" para os alunos.

 

Numa carta enviada à ministra da Educação, a que a Lusa teve acesso, 116 dos 130 professores do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares pedem a "revogação imediata" do despacho que institui a avaliação de desempenho e de toda a legislação "conexa".
Os docentes consideram que a aplicação do modelo é "inexequível, por ser inviável praticá-lo segundo critérios de rigor, imparcialidade e justiça" e que "não contribui nem para o sucesso dos alunos, nem para a qualidade do trabalho pedagógico que os professores pretendem".

"Assenta numa perspectiva desmesuradamente burocrática, quantitativa e redutora da verdadeira avaliação de desempenho dos docentes. Pela sua absurda complexidade, não é aceite pela maioria dos professores deste país, não se traduzindo, por isso mesmo, em qualquer mais-valia pessoal e/ou profissional", lê-se na missiva.

Em declarações à agência Lusa, a presidente do Conselho Executivo afirma que os professores já andam "deprimidos, extremamente cansados e desmotivados", garantindo que o tempo disponível para os alunos "é diminuto".


"Se esta burocracia traduzisse no final um benefício para a educação fazíamos um sacrifício ainda maior. Mas pensamos que o que se passa é o contrário. Isto é acabar com o ensino porque os professores estão sem tempo para os alunos", garantiu Maria Eduarda Carvalho.


Segundo a responsável, os problemas começam logo com a divisão da carreira em duas categorias: professor e professor titular. Naquele agrupamento de escolas, os professores titulares do departamento de Matemática, avaliadores, são todos docentes da disciplina.

"Como podem avaliar um professor de Física, Química ou Informática quando cientificamente não tem nada a ver? Com a delegação de competências tenho professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação Física", crítica a docente.


Maria Eduarda Carvalho acrescenta que a "grande maioria" dos docentes do agrupamento trabalha "muito mais" do que as 35 horas semanais e que alguns já estão a pensar abandonar a profissão.


"Este ano já se reformaram dois professores e outros dois estão a pensar pedir a reforma para o ano, ainda que com penalizações. O que me vale é que tenho um corpo docente jovem e sem tempo de serviço para o poder fazer", diz.


A presidente do Conselho Executivo sublinha ainda que a avaliação vai interferir com o "futuro e as vidas" dos professores, já que a classificação final influenciará o concurso de 2009, que vai ditar as colocações para os quatro anos seguintes.


"Não pode ser com uma avaliação leviana como esta", criticou a responsável, afirmando que, no seu caso, não se sente "preparada" nem "formada" para avaliar um docente de Educação Física, por exemplo: "Não sei avaliar se ele está a preparar bem as aulas".


Sublinhando que "os objectivos individuais e colectivos dos professores do agrupamento são ensinar os alunos e prepará-los para uma sólida construção de um projectos de vida", o conselho pedagógico aprovou no final de Setembro um outro documento, onde manifesta "repúdio" e "oposição" ao modelo do Ministério da Educação.


"A existência e o uso destes instrumentos de avaliação, ou de quaisquer outros baseados na mesma legislação, merecem o nosso repúdio e a nossa total oposição por serem não só inadequados como prejudiciais à nossa função de professores", lê-se numa declaração, igualmente enviada a Maria de Lurdes Rodrigues.


Segundo o Conselho Pedagógico, o Ministério da Educação, com as suas reformas, conseguiu "um efeito verdadeiramente subversivo". "Subverteu a essência do trabalho dos professores: em vez de estar a ser orientado para resolver os problemas dos alunos, ele centra-se, agora, nos problemas profissionais dos professores".


"Esperamos que este esforço não seja em vão e que, pelo menos, possa levar, no final deste ano lectivo, à revisão e alteração deste monstro aterrador que nascido do casamento entre a injustiça e o disparate só pode parir injustiças e disparates", lê-se.

in, Educare.pt

publicado por Margarida às 18:37

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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Novo Manifesto Anti-Dantas...

 

... só não sei quem é o novo Almada!

 

 Novo Manifesto Anti-Dantas...

 

Adaptação do Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros, poeta d'Orpheu, futurista e tudo..
 
MANIFESTO ANTI-MARIA DE LURDES

Basta pum basta!!!

Uma geração que consente deixar-se dominar por uma Maria de Lurdes é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração Maria de Lurdes!

Corram com a Maria de Lurdes, corram! Pim!

Uma geração com uma Maria de Lurdes a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com uma Maria de Lurdes ao leme é uma canoa em seco!

A Maria de Lurdes é meio demagoga!

A Maria de Lurdes é demagoga inteira!

A Maria de Lurdes saberá de sociologia, saberá estatística, saberá escrever sobre o estatuto dos engenheiros, saberá transformar uma anarquista numa ditadorazeca do terceiro mundo, saberá de tudo menos de educação que é a única coisa que se esperaria que ela soubesse!

A Maria de Lurdes pesca tanto de pedagogia que erigiu em fim principal da escola a ocupação dos tempos livres dos alunos ociosos, que transformou os professores em principal inimigo do Governo, que quis pôr o País inteiro contra os professores!

A Maria de Lurdes é uma habilidosa!

A Maria de Lurdes tem um trauma de infância contra os professores!

A Maria de Lurdes que foi professora primária esconde esta 'mácula' na sua biografia oficial. Sente vergonha de ter sido professora como quem tem vergonha da própria mãe. É uma vergonha!

A Maria de Lurdes transformou a pedagogia em demagogia!

A Maria de Lurdes manipula, tergiversa, mente e tenta colocar as escolas ao serviço dos interesses partidários!

A Maria de Lurdes quer destruir a escola pública!

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

A Maria de Lurdes fez um Estatuto da Carreira Docente que só poderia ter sido feito no Chile de Pinochet de onde o seu mestre anarquista, João Freire, o copiou mal e porcamente!

E a Maria de Lurdes teve claque! E a Maria de Lurdes teve palmas! E a Maria de Lurdes agradeceu!

A Maria de Lurdes é uma vergonha!

Não é preciso ir prá 5 de Outubro pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta extrorquir aos professores os seus direitos como a Maria de Lurdes faz! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem pedagógicos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões do eduques, com as
alucinações de um alumbrado como Valter Lemos! Basta usar o tal sorrisinho cínico, basta fazer aparência de muito d eli cada, e usar olhos meigos para os jornalistas! Basta ser Judas! Basta ser Maria de Lurdes!

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

A Maria de Lurdes nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!

A Maria de Lurdes é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair..., bastando ter lido os textos alucinados daquela espécie de Menino do Lapedo fóssil que é Valter Lemos. Mas é preciso deitar mentiras, estatísticas manipuladas, dinheiro, prémios, livros e computadores para comprar os votos aos pais!

A Maria de Lurdes é uma doentia perturbação dela-própria!

A Maria de Lurdes em génio nem chega a pólvora seca e em competência é pim-pam-pum.

A Maria de Lurdes em poses eróticas no jornal Expresso é horrorosa!

A Maria de Lurdes tresanda a mentira e a demagogia!

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

A Maria de Lurdes é o escárnio da consciência!

Se a Maria de Lurdes é portuguesa eu quero ser do Chile, do país de onde importaram o Estatuto da Carreira Docente!

A Maria de Lurdes é a vergonha da intelectualidade portuguesa!

A Maria de Lurdes é a meta da decadência mental!

E ainda há uns propagandistas na comunicação social que não coram quando dizem admirar a Maria de Lurdes, quais Vitais Moreiras e outras lavadeiras das imundices da socratinada!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a imagem com campanhas de propaganda!

E quem tenha dó da Maria de Lurdes, imputando as culpas deste desastre ao inenarrável Valter Lemos!

E ainda há quem duvide que a Maria de Lurdes não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é int eli gente, nem decente, nem zero!

Continue a senhora Maria de Lurdes a governar assim que o País há-de ganhar muito com destruição das escolas públicas e há-de ver que ainda apanha uma estátua de cera no Museu dos Horrores e um monumento erecto por subscrição pública dos espanhóis que finalmente ao fim de oito séculos conseguirão destruir Portugal, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr.ª Maria de Lurdes, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta Maria de Lurdes' e pasta Maria de Lurdes prós dentes, e graxa Maria de Lurdes prás botas e Niveína Maria de Lurdes,
e comprimidos Maria de Lurdes, e autoclismos Maria de Lurdes e Maria de Lurdes, Maria de Lurdes, Maria de Lurdes, Maria de Lurdes... E limonadas Maria de Lurdes-Magnésia.

E fique sabendo a Maria de Lurdes que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é a Maria de Lurdes que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.

E fique sabendo a Maria de Lurdes que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume a pedagogia portuguesa? Não Mil vezes não!

Temos, além disto o Secretário de Estado Valter Lemos, outro iluminado vítima da Síndrome de Legiferação Compulsiva que, como ela, esquecendo a sua formação docente, vive obcecado em perseguir os professores e em
transformar os alunos num bando de ignorantes e insubordinados.
E há ainda a Directora Regional de Educação do Norte que, encarnado o espírito ditatorial de um engenheiro que não o é, se deleita a punir d eli tos de opinião e que proclamou ao mundo o direito inalienável dos alunos ao sucesso, mesmo que não saibam ler nem escrever nem contar. E há ainda o Director do GAVE especialista em fabricar exames nacionais
para atrasados mentais, para mostrar ao mundo a grande sabedoria dos alunos portugueses.

Corram com a Maria de Lurdes, corram com ela! Pim!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos!
Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Corram com a Maria de Lurdes, depressa, corram com ela! Pim!


Adaptado de José de Almada Negreiros
Poeta d'Orpheu
Futurista E Tudo
1915 (2008)

 

por um singelo Amante da Pátria Portuguesa indignado com a corja de bandidos e de incompetentes dirigidos pelo maior especialista em falsos diplomas que a história lusíada produziu…, seja o dele próprio sejam os das Novas Oportunidades que ele distribui a esmo, transformando milagrosamente ignorantes em letrados, cabulões em engenheiros de obras feitas, nulidades em políticos do mais alto coturno maquiavélico, cavalidades em sábios ministros e secretários de estado…

 

 

Parabéns ao autor...

 

Via e-mail do Gil Castro.

 

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publicado por Margarida às 00:42

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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

ABAIXO-ASSINADO

PROFESSORES EXIGEM A REVOGAÇÃO DO "ECD do ME"

 

Os Professores e Educadores abaixo-assinados, exigem a revogação do actual estatuto da carreira docente – ECD do ME – imposto contra tudo e todos, na sequência de um processo aparentemente negocial, dada a quantidade de reuniões realizada, mas no qual o Ministério da Educação recusou alterar o que de mais negativo apresentou logo na primeira reunião: a fractura da carreira, um regime de avaliação do desempenho sem conteúdo pedagógico, a existência de uma prova de ingresso na profissão, uma carreira ainda mais longa. Um estatuto para o qual verteram, ainda, algumas das medidas mais negativas impostas no âmbito da Administração Pública, tais como o roubo do tempo de serviço ou o agravamento dos requisitos para a aposentação.

Face a esta situação, os docentes exigem a revogação do ECD do ME e a aprovação de um ECD que dignifique e valorize a profissão docente. Um verdadeiro Estatuto que:

  • Consagre a existência de apenas uma categoria de Professor;
     
  • Garanta a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado;
     
  • Estabeleça um modelo de avaliação pedagogicamente construído, tendo em conta a especificidade do exercício profissional da docência;
     
  •  Valorize a componente lectiva, expurgando do horário dos docentes os cada vez maiores tempos destinados a tarefas burocráticas e outras actividades sem interesse pedagógico;
     
  • Elimine todos os mecanismos criados para afastar da profissão, docentes que são necessários às escolas, designadamente a espúria prova de ingresso.
     
    Nome                                                                    Escola/ Agrupamento          
     Assinar
         

 

publicado por Margarida às 00:31

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

PROFESSORES DE OURIQUE DECIDEM SUSPENDER AVALIAÇÃO!

 Agrupamento aprovou moção interrompendo processo

Professores de Ourique contra modelo de avaliação


Os professores do Agrupamento de Ourique estão contra o actual modelo de avaliação do desempenho e aprovaram uma moção. Os docentes sugeriram a interrupção da avaliação até 30 de Outubro.


Os professores do Agrupamento de Ourique aprovaram uma moção, na segunda-feira, 29, e sugeriram a interrupção da aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho, até 30 de Outubro, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas. A moção foi aprovada por maioria com 61 votos a favor, quatro abstenções e um voto contra.


Os docentes estão contra o actual modelo de avaliação e consideram que "a imposição de quotas para as menções de 'Excelente' e 'Muito Bom' desvirtua qualquer intuito de premiar os melhores professores". E acrescentam que "este modelo decorre de uma estrita preocupação economicista, uma vez que afasta do topo da carreira cerca de 75 por cento dos professores, independentemente dos seus conhecimentos e competências ".

Os professores de Ourique são a favor de "uma avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes" e afirmam que, "nestes termo, o decreto n.º 2/2008 de 10 de Janeiro é mau". Contudo, dizem que "pior é, sem dúvida, o conjunto de 'fichas de avaliação do desempenho' destinadas à avaliação dos professores quer pelo presidente do conselho directivo, quer pelos coordenadores de departamento".

Para os docentes, "a obrigatoriedade em respeitar estas fichas, de modo a que possam medir desempenhos, torna impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva". Por fim, lembra que "se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, estranho seria se os docentes do Agrupamento de Ourique aceitassem desviar a sua atenção e o seu desempenho para se focalizarem na operacionalização de ficha de avaliação que por defeito intrínseco não são possíveis de operacionalizar".

 

Este é mais um sinal de resistência de um conjunto de professores que reflecte bem o que nos vai, a todos, na alma.

Enquanto a dignidade nos orientar não haverá resignação entre os profissionais da educação que têm nas suas mãos a formação da sociedade de amanhã.

São exemplos assim que nos movem e não nos deixam baixar os braços.

Caminhar para Lisboa a 15 de Novembro deve servir, principalmente, para lembrar que os professores se mantêm em luta, que as reivindicações de 9 de Março não se resolveram com o "Memorando de Entendimento" e , acima de tudo, mostrar à opinião pública que, as piores consequências das medidas que directamente afectam todos os professores terão graves repercussões nos filhos de todos nós.   

 

O 15 de Novembro não é de sindicatos, embora a sua ajuda nos seja preciosa, mas é, acima de tudo, de PROFESSORES INDIGNADOS que apelam à mobilização da sociedade da defesa de melhor e mais educação...

 

Sabemos que a resposta da senhora ministra será de indiferença e arrogância, mas a nossa mensagem de alerta ficará como testemunho do quanto discordamos desta política educativa pobre, controleira, um verdadeiro travão à inovação, à iniciativa e à criatividade dos professores e das escolas.

 

Todos seremos suficientes!

 

Para Lisboa e em FORÇA a 15 de Novembro.

 (este para ...e em força já serviu outras causas menos nobres. Pode ser que sirva esta também, mas agora com dignidade)

 

publicado por Margarida às 22:59

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Sábado, 11 de Outubro de 2008

As demissões sucedem-se...

Depois da Presidente do Conselho Científico para Avaliação dos Professores, é a vez dos professores avaliadores (nomeados) que começam a bater com a porta ...

 

Declaração do professor José Maria Cardoso, representante da Área Disciplinar de Geografia da Escola Secundária Alcaides de Faria – Barcelos

 
 
“as metodologias de avaliação correspondem a construções científicas que actuam sobre «juízos de valor» de forma a transformá-los em «juízos com utilidade»”.
 
E. G. Guba e Y. S. Lincoln (1989)
 
A presente exposição de fundamentos tem por intenção solicitar a demissão do cargo de avaliador de desempenho dos docentes da Área Disciplinar que represento.

 

 

Esta e outras situações de demissão ou de suspensão do processo de avaliação começam a ser uma realidade que testemunham a angustia que se vive na  profissão docente.

 

Ver carta de demissão

 

publicado por Margarida às 21:09

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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Ana Drago critica avalanche de propaganda nas escolas

(...)

E os debates e reformas que ficam por fazer - e que fazem falta. São urgentes na requalificação do sistema educativo - o debate sobre a estrutura e os conteúdos curriculares que tirem a escola da esquizofrenia da multiplicação de disciplinas; a necessidade de criar equipas multidisciplinares de combate ao abandono e insucesso escolar – programas de tutoria que o ME recusa, ano após ano.

 

E quem vai às escolas por onde não passou a caravana governamental não vê festa. Pelo contrário.

Vê o clima de desmotivação dos professores, a multiplicação burocrática sem que finalidade útil. Vê o que aconteceu com a avaliação experimental dos professores contratados no ano passado - muitos nem conhecem a sua avaliação e voltaram a ser contratados, outros estiveram em escolas que deram classificação idêntica a todos, mas não voltaram a ser contratados... Uma farsa – a farsa deste modelo de avaliação de desempenho - que o ME se prepara para relançar de novo este ano, sem tirar qualquer lição do processo e das críticas ouvidas durante o ano passado. Vê os professores com 7, 8, 9 turmas, cerca de metade com mais de 100 alunos; a preparar aulas nos átrios das escolas, e pergunta onde está a festa, que aqui parece que ninguém foi convidado...

É tempo de parar a propaganda e assumir responsabilidades. A um ano de final de legislatura, as promessas do Partido Socialista para a escola pública perderam toda a credibilidade. Foram, vão sendo, sucessivamente sacrificadas para manter em funções a Ministra da Educação. Mas esqueceram pais, alunos e professores. Se não há alteração dramática neste rumo, por esta altura no próximo ano pais, alunos e professores farão a sua festa – mas aí já não convidam o Partido Socialista.

 

Via email do Gil Castro que já vai sendo um colaborador habitual. Obrigado .

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publicado por Margarida às 00:25

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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Em dia do Professor - A evolução da educação

publicado por Margarida às 16:53

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Domingo, 7 de Setembro de 2008

Porque será que o protesto de bicicleta do António não foi Notícia na imprensa?

 

Chamo-me António Morais. Sou professor. Aquele professor doido que percorreu 947 km de bicicleta unindo as escolas nas quais teve o privilégio de leccionar e trabalhar com o intuito de chamar a atenção para o que se está a passar na educação.
Há muito tempo que percebi que a educação não está na moda. Quem é que se importa com ela? Talvez o governo se importe um pouco, mas só na justa medida em que possa cortar e limitar os gastos com ela. Eu importo-me muito, e acho sinceramente que este ministério com a sua obsessiva avalanche de mudanças norteadas por princípios exclusivamente economicistas delapidou e destruiu o património da classe docente: a sua dignidade e o seu empenho; e assim deu uma estocada mortal na escola pública.
Queria denunciar esta triste realidade e por desgraça descobri algo ainda mais horrível: a existência de indícios muito fortes de que a liberdade de expressão já não mora aqui! Ao longo desta legislatura foram surgindo sinais que pareciam fortuitos e pontuais do cercear da liberdade de expressão. Agora configuram, para mim, uma clara estratégia sistemática e bem urdida para calar as vozes dissonantes. Foi uma anedota sobre o Primeiro-Ministro, que custou o lugar na DREN e um processo disciplinar ao professor que a contou.
Lembro que tal piada não foi escutada pela pessoa que sentenciou e pronunciou a pena. Presumo que a anedota deveria ser péssima para ser premiada com tal castigo!!!
Foi uma simpática visita realizada por dois amáveis polícias ao sindicato da Fenprof na Covilhã na véspera da visita do Primeiro-Ministro àquela cidade, que apenas queriam tomar café. O café dos sindicatos tem outro sabor!!!
Foi a preocupação das autoridades em encontrar estacionamento em Lisboa no dia 8 de Março (o dia da Marcha da Indignação) que fez com que fossem às escolas previamente inteirar-se dos professores que iriam para a capital protestar. É excelente termos um governo preocupado com o nosso bem-estar no trânsito lisboeta!!!
Foi a proibição dos professores se deslocarem para outras escolas para participarem em reuniões sindicais.
 Nessas deslocações podem acontecer acidentes, deve ser essa a preocupação que fundamentou esta proibição. A tutela preocupa-se connosco!!!
Foi a pretensão da tutela em diminuir a representatividade dos sindicatos e, certamente, continua a ser. Afinal numa altura em que tudo o que pedido pelos trabalhadores é imediatamente concedido pelas entidades patronais… para que são necessários os sindicatos?!!!
Agora os factos estranhos que aconteceram na última etapa da minha viagem “No Trilho da Esperança”, que uniu Alcoutim a Vila Real de Santo António…
Primeiro: duas cadeias de televisão enviaram duas jornalistas e dois operadores de imagem respectivamente que me acompanharam durante uma grande parte desta última jornada e que filmaram a conferência de imprensa improvisada na rua pela impossibilidade de ser realizada dentro da escola.
Segundo: a Escola Básica 2,3 D. José I de Vila Real de Santo António, à hora da minha chegada, que ocorreu por volta das 13.30, estava encerrada, mesmo estando lá dentro pessoal administrativo e auxiliares de acção educativa que se escondiam quando chamávamos para que nos abrissem a porta.
Terceiro: a Direcção Regional de Educação do Algarve não autorizou a que se fizesse a conferência de imprensa no interior da escola.
Quarto: os telejornais das respectivas televisões que se encontraram presentes não deram qualquer notícia referente ao que tinha acontecido durante e no fim desta jornada.
Explicações para estes factos:
Primeiro, os jornalistas e os operadores de câmara das respectivas televisões foram filmar-nos com a intenção de passar o tempo e não de veicular qualquer informação. É um bom passatempo!!!
Segundo: a escola estava fechada porque era a hora de almoço, mesmo tendo sido avisados e tendo conhecimento que a hora prevista da minha chegada era as 13.00, e os funcionários iam-se escondendo, porque gostam de jogar às escondidas!!!
Terceiro: a Direcção Regional de Educação do Algarve não gosta de professores ciclistas e jornalistas dentro da escola, sobretudo em tempo de férias, podem perturbar o normal funcionamento das aulas inexistentes!!!
Quarto: a última jornada de uma viagem de protesto de bicicleta pela educação não tem nenhum interesse jornalístico, sobretudo quando a escola está fechada e quando a tutela não autorizou que se fizesse a conferência de imprensa lá dentro. É tudo muito comum e banal para ser notícia!!!
Num regime ditatorial sei que não sou livre para dizer o que quero, mas ao contrário, pensava eu, ingenuamente, num regime democrático tenho liberdade de expressão e as minhas ideias podem ser veiculadas pelos meios de comunicação social. Estava enganado!!! O que é feito do significado da palavra “democracia” e da “liberdade de expressão”? Parece que estou a viver numa “diz que é uma espécie de democracia”, com muito de “espécie” e pouco de “democracia”.
Bom, devem ser tudo coincidências estranhas e eu devo estar num estado de alucinação e ver o que em realidade não existe. A nossa democracia não está bem mas recomenda-se! Recomenda-se um tratamento eficaz para a profunda doença que padece!!!!
António Morais
(Recebido por email,  com agradecimento à Maria Vieira)
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publicado por Margarida às 12:43

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Contratadas lesadas por engravidar

No momento em que José Sócrates anunciava novos incentivos à maternidade, o Ministério das Finanças divulgava uma circular que limita o direito das mulheres a renovar contratos a prazo durante o período de gozo da licença de maternidade.

 
Eva é professora contratada há oito anos, tantos quantos adiou o sonho de ser mãe. Julgando-se protegida pelas novas medidas do Governo, decidiu engravidar. O filho tem agora dois meses; ela usufrui, actualmente, do segundo dos cinco meses de licença de maternidade a que tem direito. Mas a situação, afinal, é incompatível. Resultado: perdeu o lugar na escola onde havia sido colocada.
"Se quisesse trabalhar, teria de renunciar à licença de maternidade. Para ficar com o meu filho, fiquei sem a colocação", explica numa carta que endereçou ao grupo parlamentar do CDS-PP.
(…)
Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado(STE), admite não ter conhecimento de nenhum caso concreto, mas condena igualmente "a ilegalidade da circular que contraria as disposições legais que protegem o direito à maternidade".
A legislação é clara: no momento de assinar o contrato de trabalho, a docente deve estar em condições de o exercer. Se não estiver, não o pode aceitar. A lei é extensível à administração pública.
"Mas os professores são os mais prejudicados", volta Mário Nogueira. "Numa segunda fase de concurso, a docente lesada pode não conseguir colocação, ficando desempregada. Se for colocada, pode não ter horário completo ou para o ano lectivo inteiro. Ou pode ficar colocada numa escola cuja distância não a favoreça".

In, JN

publicado por Margarida às 22:03

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Professores Globalização

Por cá e por lá, a música é a mesma...

 

 

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publicado por Margarida às 08:36

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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Fenprof estima que mais de 35 mil professores vão ficar sem colocação

FENPROF tem agendados proptestos para segunda-feira

 

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) estima que possam ser entre 35 mil e 40 mil os docentes sem colocação este ano, tendo agendado acções de protesto para segunda-feira, dia em que mais professores "entram para o desemprego".

A Fenprof lançou hoje - quando está prevista a divulgação das listas de colocação de professores contratados - um comunicado a alertar para a "inaceitável dimensão do desemprego docente" e "crescente precariedade" no sector.

João Louceiro, coordenador nacional da Fenprof, sublinhou que "1 de Setembro é a data em que um maior número de professores entra, em simultâneo, na situação de desemprego", garantindo que a maioria dos docentes sem colocação este ano já exercia funções no ano passado.

Além dos desempregados, João Louceiro denunciou ainda a situação dos "milhares de colegas a trabalhar em precariedade absoluta". "Existem cerca de 15 mil professores que foram chamados para desenvolver o projecto de actividades de enriquecimento curricular do primeiro ciclo. A grande maioria dos professores destacados para este programa, que era uma bandeira política do Governo, está a exercer essas funções a recibos verdes, como sendo prestadores de serviços", criticou.

Segunda-feira a Fenprof vai denunciar a situação "em todo o país" através de acções à porta dos centros de emprego, onde serão distribuídos comunicados à população. Em Lisboa, a acção decorrerá em frente à Loja do Cidadão das Laranjeiras.

in, Público

publicado por Margarida às 17:42

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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Propaganda ao rubro

Prémio de Mérito Ministério da Educação distingue melhores alunos do ensino secundário

O Prémio de Mérito Ministério da Educação é instituído com o objectivo de distinguir, em cada escola, o melhor aluno do ensino secundário dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais ou tecnológicos.

E-escolinha permite o acesso a 500 mil computadores aos alunos do 1.º ciclo

 O programa e-escola vai ser alargado aos alunos do 1.º ciclo, com a designação de e-escolinha, permitindo o acesso, já no próximo ano lectivo, a 500 mil computadores portáteis vocacionados para crianças dos 6 aos 11 anos.

Ministério da Educação oferece um livro a todos os alunos do 1.º ano

O Ministério da Educação vai oferecer um livro a todos os 115 mil alunos do 1.º ano de escolaridade, no início do próximo ano lectivo, numa iniciativa que pretende assinalar o início da vida escolar dos alunos, incentivando, desde cedo, o gosto pela leitura.

 Sócrates anuncia alargamento do programa de entrega de computadores ao 7º ano de escolaridade 

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou que no próximo ano lectivo o programa de entrega de computadores portáteis e acesso à banda larga será alargado a todos os alunos entre o 7º e 9º ano de escolaridade.

 

O circo está armado! O primeiro-ministro e o ME preparam-se para o arranque do próximo ano lectivo com a maior campanha mediática alguma vez realizada no país, de limpeza da opinião pública.

Que significado poderá ter esta política de facilidade aparente, quando a miséria é o prato mais servido na mesa das famílias portuguesas?

Que legitimidade tem um governo para se impor às decisões dos pais, no que diz respeito aos princípios educativos e de vida que cada família pretende passar aos seus filhos?

Das crianças dos 6 aos 11 anos é esperado que aprendam a escrever com o lápis e a caneta e que desenvolvam o gosto pela escrita. É esperado que despertem para a leitura e descubram o prazer de ler uma bela história num livrinho colorido.

Os brinquedos, é esperado que lhos sejam dados pelos pais, como presentes...

E livros... As famílias portuguesas já não podem comprar um livro para os seus filhos!!

Tanta generosidade do senhor primeiro-ministro!!!

Porque será que a opção das ofertas não recaiu sobre os manuais escolares?

Será porque não compram as cabecinhas dos alunos?

Será porque a Intel, a Vodafone ou a TMN são parceiros económicos mais apetecíveis e generosos?

Vejo nesta medidas uma mega operação de propaganda e de ataque aos professores e às famílias que, mais uma vez, foram ignorados. Sua Ex.cia decide e executa.

Num ano lectivo que sabemos se prevê de forte contestação da classe docente, esta limpeza da opinião pública só pode ser mera coincidência.

Aos professores resta esperar, calma e sabiamente, que este circo comece a revelar o quanto tem de nefasto e insane.

Não se educam gerações de crianças e jovens com políticas de "prendas" que têm por objectivo corromper mentalidades e comprar consciências. A educação é um processo sério, difícil e longo que se constrói dia a dia, com persistência e rigor e com quem está , em cada instante, ao lado das crianças e dos jovens. Esses são os professores e as famílias.

 

 

publicado por Margarida às 22:51

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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Estado paga 29 milhões/mês para escolas privadas

Privados recebem verba do Estado

O Ministério da Educação (ME) transferiu para estabelecimentos de ensino particular e cooperativo e instituições sociais quase 177 milhões de euros nos últimos seis meses. Feitas as contas, mensalmente os encargos do ministério com colégios privados e instituições particulares ascendem aos 29,5 milhões de euros, numa política contestada pelos sindicatos.

Os valores relativos às transferências efectuadas pela tutela no 2.º semestre de 2006 foram publicados em Diário da República no dia 6. Os contratos de associação, fonte de receitas essencial que garante aos colégios privados elevados apoios financeiros para pagamento de professores e profissionais de apoio ou pessoal não docente, recebem a maior fatia. Tais contratos permitem que alunos carenciados possam frequentar gratuitamente os estabelecimentos de ensino privado.
Apesar de nem todas as direcções regionais de Educação discriminarem o destino das verbas transferidas, o certo é que o valor pago serve igualmente para garantir os contratos de desenvolvimento e cooperação, cobrir as despesas com a generalização do ensino do Inglês no 1.º Ciclo, manter verbas para contratos de patrocínio, despesas com residências de estudantes, bolsas de mérito, acção social escolar e gastos com manutenção dos refeitórios.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa transferiu para os estabelecimentos da sua área 63 203 637,54 euros enquanto a Direcção Regional de Educação do Norte fez pagamentos no valor de 49 329 909,47 euros. Dos dez estabelecimentos de ensino privado que receberam maior apoio do Estado cinco pertencem à região de Lisboa, quatro à zona de Porto e Braga e só um pertence à região centro.
A crescente entrega de verbas pelo Estado ao ensino particular é contestada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof). Mário Nogueira, secretário-geral desta estrutura sindical, sublinha que “enquanto são aplicados cortes no investimento público cresce o investimento no ensino privado com a ocorrência de algumas ilegalidades”.
O professor indica que uma situação contestada é o Colégio de São Martinho, em Coimbra, que está a menos de quatro quilómetros de duas escolas públicas e é financiado pelo Estado.
Mário Nogueira acrescenta que, com o encerramento de milhares de escolas do Ensino Básico, “surge uma política de dois pesos e duas medidas em que há estabelecimentos particulares de ensino, cujas verbas aumentam mais de cem por cento ao ano”.
ESCOLAS DE RESULTADOS FRACOS
Nem sempre uma maior transferência de verbas para o ensino privado é sinal de bons resultados no final do ano lectivo. Das dez escolas privadas que receberão as transferências mais elevadas do ministério, só duas ficaram nos cem primeiros lugares do ranking das melhores escolas do País, elaborado pelo CM em 2006 no seguimento dos resultados nos exames nacionais.
Apesar de o Colégio São João de Brito, em Lisboa, ter alcançado o primeiro lugar na tabela CM e de por si só ter recebido verbas no valor de 899 mil euros, o certo é que as transferências estão bem longe dos 13 milhões recebidos pelo Colégio Miramar, de Mafra. Em 599 escolas contabilizadas, cinco estão acima do 200.º lugar e situam-se entre as escolas menos bem avaliadas dos seus distritos: Colégio Santa Maria de Lamas (205.º), Escola Salesiana de Manique (208.º), Instituto Educativo D. João V (322.º), Escola Cooperativa Vale S. Cosme (402.º) e Didáxis Soc. Cooperativa de Ensino (424.º).
REGIÃO SUL RECEBE MENOS DINHEIRO
A região Sul do País foi a mais penalizada na hora de fazer as contas: no total, para o Algarve e Alentejo apenas foram transferidos 5 092 118,35 euros, 12 vezes menos das verbas transferidas só para a Direcção Regional de Educação de Lisboa. Aliás, o Algarve, para onde foram encaminhados 1,260 milhões de euros, recebeu o mesmo montante transferido para uma única escola de várias regiões mais a norte.
Além disso, o Alentejo só tem uma instituição a receber mais de um milhão de euros (Colégio Nossa Senhora da Graça – 1 422 660). No Algarve, nenhuma das instituições de ensino ou sociais recebe verbas acima desse montante. O valor mais elevado foi recebido pela Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, com 114 496,81 euros.
OS DEZ MAIS
1- Colégio Miramar (Mafra), 13 458 888,14 euros
2- Colégio Liceal Santa Maria de Lamas (Feira), 4 976 306,32 euros
3- Didáxis Soc. Coop. de Ensino (2 filiais Famalicão), 4 456 932,14 euros
4- Externato de Penafirme (Torres Vedras), 4 041 899,14 euros
5- Externato Cooperativo da Benedita (Alcobaça), 3 737 326,54 euros
6- Escola Cooperativa Vale S. Cosme (Famalicão), 3 559 313,23 euros
7- Escola Salesiana de Manique (Cascais), 3 434 207,64 euros
8- Alfacoop Coop. Ensino de Alvito (Braga), 3 276 677,47 euros
9- Externato João Alberto Faria (Arruda dos Vinhos), 3 135 527,05 euros
10- Instituto Educativo D. João V (Pombal), 966 857,99 euros
NÚMEROS
176 923 608,339 euros foi o total de verbas transferido pelo ME para colégios e instituições privados durante o segundo semestre de 2006.
63 203 637,54 euros foi o valor encaminhado pela tutela para as escolas da Direcção Regional de Educação de Lisboa.
157 400 euros foi o valor que a Know How, empresa da escritora Maria João Lopo de Carvalho, recebeu para o ensino de Inglês.
1 260 017,35 euros foi o valor atribuído pelo ministério às instituições sociais e escolas da região algarvia, a menos afectada pelas verbas.

publicado por Margarida às 15:25

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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

O que é que nos aconteceu?

 

ME e Plataforma Sindical de Professores definiram um Memorando de Entendimento
12 de Abr de 2008
O Ministério da Educação (ME) manifesta a sua satisfação pelo Memorando de Entendimento a que chegou hoje com a Plataforma Sindical.
A avaliação dos professores far-se-á sem interrupções, nem suspensões, nem adiamentos, e para todos os docentes.
A avaliação de desempenho é um elemento de reforma muito importante na melhoria do funcionamento das escolas, pelo que o ME considera um enorme avanço poder contar com a participação dos sindicatos no desenvolvimento deste processo.
O compromisso obtido permite continuar a avaliação em melhores condições para as escolas e os professores.
O entendimento inclui ainda outros aspectos, como a participação dos sindicatos no acompanhamento do processo, a criação de mais um escalão na carreira docente ou a melhoria das condições de horário de trabalho dos professores.
O que é que lhes aconteceu?

 

 

 

O que é que nos irá acontecer?
Mas, para a Plataforma Sindical o memorando não significa o fim dos protestos. “Nunca dissemos que havendo este desbloqueio os professores fariam um pacto de silêncio e deixariam de protestar”, afirmou Mário Nogueira.

O que vemos, hoje, é um grande desânimo entre os professores;
O Novo modelo de Gestão das Escolas vai ser posto em prática;
O Novo Estatuto do Aluno e Novo regime da Educação Especial são já uma realidade;
A Avaliação de Desempenho de Professor a ser concretizada, para a maioria dos docentes, nos termos do 2/2008;
A ECD, com a alarvidade das Normas Transitórias, já aplicado.
A meio de uma luta que começava a ganhar contornos de grande resistência surge um "memorando de entendimento".
Porque será? Não me parece que haja muitas dúvidas...
Espera-nos a publicação dos últimos presentes do ME para o presente ano lectivo, com especial destaque para a reorganização do horário e currículo do 2º ciclo.
Este "acordo/entendimento", acresce, em muito, as responsabilidades da Plataforma Sindical.
Resta-nos esperar...
publicado por Margarida às 11:21

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Domingo, 30 de Março de 2008

Carta aberta à Sra. Ministra da Educação

Ílhavo, 24 de Março de 2008

 

Segunda carta aberta à Sra. Ministra da Educação

 

 

Senhora Ministra da Educação
Excelência:

Há dias, uma jornalista tentava relacionar o acontecido na Escola Carolina Michaelis (se fosse viva morreria de vergonha…) com o Estatuto do Aluno e V. Ex.ª perguntava-lhe se o facto de haver um Código da Estrada impedia que houvesse acidentes de automóvel. A jornalista não lhe respondeu mas vou responder-lhe eu.

 

1.    É evidente que o Código da Estrada não impede os acidentes de automóvel se os instruendos puderem faltar às aulas desse código e se no fim obtiverem a carta sem esforço. É evidente que não impede se os instruendos puderem faltar ao respeito ao instrutor porque no fim ele vai ter de o aprovar para não prejudicar as estatísticas.

2.    V. Ex.ª é muito esperta mas parece não ter a inteligência suficiente para se aperceber da situação incontrolável que criou desrespeitando, humilhando e atirando para cima dos professores as culpas de tudo o que está mal nas escolas.


Mais uma vez V. Ex.ª não tem uma palavra para dizer aos alunos e suas famílias como parte interessada no problema. A culpa, segundo o governo, é sempre dos professores e todos os outros estão inocentes e imaculados. V. Ex.ª continua a dar carapau a um chefe de cozinha e a exigir-lhe que prepare lagosta suada para o jantar. E percebe-se facilmente porquê: porque o que interessa é desmoralizar os professores e diminuí-los aos olhos do povo para depois se lhes poder pagar pouco e não permitir que progridam na carreira. "Não merecem!, Não fazem nada!, Nem os nossos filhos conseguem educar!"

 

3.    "Força, Ministra!", continue a desculpar despudoradamente os alunos e as suas famílias e estará a criar uma geração que, para além de ignorante, não respeitará ninguém no autocarro, na rua, no trabalho, em casa. "Força, Ministra!", continue a hostilizar os professores se acha que foi desmoralizando os seus soldados que os generais ganharam batalhas. "Força, Ministra!", continue surda aos gritos de "a velha vai cair, altamente!" e, em breve, as salas de aula passarão do circo actual para coliseus onde os professores serão imolados para gáudio de alguns adolescentes imbecilizados por telenovelas e publicidade idiotas. "Força, Ministra!", continue a dizer que a Oposição está a fazer aproveitamento político da situação e um dia estará mais só e indefesa do que a Professora de Francês mas nesse dia não conte comigo para lhe estender a mão.

 

 

Neste momento V. Ex.ª lembra-me um pastor perdido na serra a quem as ovelhas há muito não respeitam. A seu lado só tem os cães mas esses não fazem parte do rebanho…

Grato pela atenção

 

 

Domingos Freire Cardoso

Há sempre quem tenha mais que razão...

publicado por Margarida às 23:47

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Avaliação de Desempenho cópia do Modelo do Chile

Incrível...

O modelo de Avaliação de Desempenho dos Professores que o Ministério da Educação exibe, como baluarte do seu mandato, foi integralmente copiado do Modelo de Avaliação do Chile. A grande diferença é que, na tradução para português, não constam os descritores dos parâmetros. Pela leitura do documento original, parece evidente que os descritores constituem um dos aspectos fundamentais deste modelo.

Para MLR, isso não interessa nada!

Outro aspecto importante, que no Chile perceberam, prende-se com a aplicação faseada do modelo:

 

"El Seminario Internacional sobre evaluación y calidad de la educación que convocó el Ministerio de Educación en mayo del 2001, permitió un aprendizaje muy significativo en este ámbito. Destacados académicos de Estados Unidos, Gran Bretaña y Cuba mostraron el estado del saber internacional sobre evaluación y dejaron en claro que la instalación de sistemas como el que se quiere en Chile es un proceso lento, que consta de varias etapas. Por otra parte, el Seminario dejó en claro la mportancia central de los criterios e indicadores de desempeño en estos procesos y, en consecuencia, las tres instituciones estuvieron de acuerdo en la mportancia de dar prioridad a un proceso participativo de generación y legitimación del Marco, aunque esto requiere mucho más tiempo que su simple elaboración en alguna oficina técnica. Se acordó, al mismo tiempo, un cronograma que ha incluido la realización de experiencias piloto de evaluación y la elaboración definitiva del Sistema Nacional de Evaluación del Desempeño Profesional Docente, en cuatro comunas en el año 2002, y el inicio de la aplicación del sistema, en setenta y cuatro comunas en el segundo semestre del año 2003, para continuar vanzando en los años siguientes hacia su aplicación generalizada en todas las comunas y todos los niveles de la educación municipal."

 

 

Enfim...antes o Ministério da Educação do Chile!

 

 

 

EI-LA!! A VERSÃO ORIGINAL!!!

 

 

publicado por Margarida às 18:12

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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

O principal alvo é a escola pública...


Os professores não são operários numa linha de montagem, nem a escola é uma fábrica a trabalhar de empreitada numa concorrência desenfreada, para atingir “melhores resultados”, nem tão pouco os alunos são roscas e parafusos, para atarraxar como calha.
Há um enorme aventureirismo nas medidas que o governo quer impor à força. Não se podem decalcar reformas educativas de outros sistemas para o nosso, sem primeiro as estudar e fasear.
Mas eles não entendem, nem querem entender. Estão convencidos que são o Estado, que são a Lei, que são a Escola. Ainda não perceberam que não têm nenhum “mandato divino” para exercer o Poder em nome do Povo.
Os protestos sucedem-se. Nunca nenhum governo democrático conseguiu provocar tamanha unidade dos docentes contra as suas políticas educativas. Os ataques sistemáticos à dignidade profissional da classe docente, culminando no modelo iníquo de avaliação de desempenho e no novo modelo de gestão, levaram à unidade progressiva dos professores e à tomada de consciência que está em marcha uma “reforma” subordinada a uma agenda política oculta. O principal alvo é a escola pública e a qualidade do ensino, para abrir caminho aos negócios privados, tal como tem vindo a acontecer no sector da saúde.
 
publicado por Margarida às 02:22

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Escolas suspendem avaliação de desempenho

São cada vez mais as escolas que fazem reflectir a vontade expressa pelos 100 mil docentes na "Marcha de 8 de Março".

Com algum respeito pela ordem democrática, os professores foram manifestando as suas posições esperando ser ouvidos... todas as tentativas tiveram como resposta, apenas, insultos.

A senhora ministra afirma, cinicamente, que o número de manifestantes em Lisboa, no dia 8 de Março, "não é relevante".

O senhor primeiro-ministro, refere «era o que faltava se se governasse segundo o grau das satisfações».

No Comício de apoteose e apologias de si próprio, no Porto, consegue fazer algo de verdadeiramente extraordinário, um balanço recheado de méritos, orgulho e satisfação. Consegue não encontrar nada que mereça uma reflexão sobre o futuro do país. Penso que se esqueceu de usar a expressão de Luís XIV - "L'état c'est moi! - e, de seguida, em português que o seu francês também deve deixar muito a desejar, - "O futuro sou eu"!

Cumpre-se assim a orientação do porta-voz do PS («...como fizemos muitas coisas bem, não podemos perder tempo com aquilo que fizemos mal»!) 

Como refere José Gil, na Visão de 20 de Março, há na orientação governativa do primeiro- ministro e da ministra da educação uma linha orientadora " A teimosia como princípio" que conduz a um afastamento da realidade.

"Leva à convicção de que só há uma razão - A RAZÃO DO CHEFE: AS SUAS RAZÕES SÃO A RAZÃO";

"Uma só via - NÃO HÁ ALTERNATIVAS";

"Um só mundo - O MUNDO SONHADO DA EFECTIVAÇÃO DA POLÍTICA  ÚNICA".

Perante a visão distorcida do exercício do poder e da Democracia, que orientam a acção do primeiro-ministro e da ministra da educação, às escolas sobra o poder de reiterar a convicção dos professores, no direito a uma política educativa que dignifique a escola, os alunos e o país.

A rejeição das providências cautelares de pouco ou nada vale, se a resposta de todas as escolas for a mesma que a dos Agrupamentos de Escolas de Montemor-o-Velho, os 20 Agrupamentos e escolas Secundárias do distrito de Coimbra e muitas mais que já suspenderam ou pretendem suspender, o processo de avaliação.

 

 

publicado por Margarida às 00:12

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

A. Drago. "O País já percebeu. A sua avaliação é IMPRESTÁVEL"

Mais uma vez... A. Drago em acção... ou ação... como queiram!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comentário de Alexandre Reis... ou... Pedro Reis... como queiram!
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publicado por Margarida às 23:36

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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Comunicado à imprensa - APEDE

 

 

Tendo analisado a posição do Ministério da Educação, anunciada em conferência de imprensa realizada após as reuniões com a Plataforma Sindical e com o Conselho de Escolas, a comissão instaladora da APEDE conclúiu que:

Ÿ A anunciada “posição flexível” do ministério face à questão da avaliação dos professores não altera em nada as razões que motivaram o desencadear da Luta e do Luto em defesa do Ensino, uma vez que o ministério continua a declarar que nas negociações não está em causa nem o modelo de avaliação nem a sua suspensão;
Ÿ Os professores, independentemente da sua filiação sindical e/ou partidária, devem manter nas suas escolas uma atitude de resistência às medidas que vêm sendo impostas pelo ministério, nomeadamente através da persuasão junto dos órgãos de gestão, no sentido de não cometerem actos violadores das Leis da República;
Ÿ As reivindicações dos professores não se esgotam na suspensão do DR 2/2008 e sua substituição por um modelo em que a avaliação dos docentes tenha um carácter formativo e de melhoria das práticas docentes, mas abrangem também a necessidade de revisão do ECD, a suspensão do DL 3/2008 sobre o Ensino Especial, a revisão dos aspectos mais gravosos da Lei 3/2008 sobre o Estatuto do Aluno e a não promulgação do novo decreto sobre a gestão.
Ÿ Sobre cada um destes documentos a APEDE apresentará, em tempo oportuno, propostas alternativas que terão por base uma reflexão sobre os modelos em vigor e as melhorias a introduzir em cada um deles. A APEDE considera que mais do que mudar constantemente a legislação sobre a educação, importa introduzir as correcções que permitam aprofundar e melhorar a que já existe e que tem permitido as avaliações positivas que estão reflectidas nos relatórios da IGE.
Lisboa, 13 de Março de 2008
A Comissão Instaladora

 

 

 

 

publicado por Margarida às 11:30

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Tomada de posição de Departamento - Escola Secundária de ........

Resolução do Departamento de Humanidades da Escola .......................................

12 de Março de 2008-03-12

 

 O Departamento de Humanidades, na sua reunião ordinária de 12 de Março, após discussão referente ao processo de avaliação de Desempenho dos Professores, redigiu o seguinte documento, aprovado por unanimidade:

- Atendendo a que as recomendações sobre a elaboração e aprovação, pelos Conselhos Pedagógicos, de instrumentos de registo normalizados, previstos no Decreto de Avaliação do Desempenho, emanadas pela Senhora Presidente do Conselho Científico de Avaliação dos Professores, se encontram, neste momento, suspensos por providência cautelar intentada, a 8.Fevereiro.2008, pelo Sindicato dos Professores do Norte,

- Considerando que, até ao momento, não há notícia de provimento a eventuais recursos interpostos pelo ME,

- Desconhecendo qualquer documento legal que legitime a constituição de apenas quatro departamentos curriculares para efeitos de avaliação,

- Divergindo profundamente dos critérios que regulamentaram o primeiro concurso de acesso a professor titular, contemplando essencialmente os cargos ocupados nos últimos sete anos, que deixaram de fora professores com um vasto currículo e trabalho produzido na escola ao longo de muitos anos de carreira,

- Tendo em conta que alguns professores deste departamento estão na estranha situação de uma liderança bicéfala, ao pertencerem, simultaneamente, a este departamento e a um outro para efeitos de avaliação, cujo representante legítimo não tem assento legal no Conselho Pedagógico,

- Afirmando que o processo de avaliação, pelo excesso de procedimentos burocráticos, pelo momento em que foi instituído, pelo não conhecimento atempado de todos os requisitos legais e procedimentais indispensáveis para o concretizar, tornam a avaliação inexequível,

- Acentuando a inexistência de preparação adequada dos professores avaliadores para garantirem uma avaliação justa, objectiva e tecnicamente rigorosa,

- Sublinhando que aos professores avaliadores é pedido que avaliem, em muitos casos, dezenas de professores, sem que para o efeito haja disponibilidade de horário ou concessão de horas em número suficiente,

Consideram ainda

- Que o DR 2/2008 regulamenta um Estatuto da Carreira Docente no qual os professores não se revêem, ao fragmentar a carreira única, de um modo artificial, em duas carreiras,

- Que não há mérito nem excelência suficiente que permita ao docente chegar ao topo da carreira, quando ela está praticamente vedada a dois terços dos professores, traduzindo a perspectiva de futuro profissional numa ilusão,

- Que a exigência de 50% da formação na área disciplinar, pela ausência de oferta no Centros de Formação, obriga os professores a pagarem do seu bolso essa formação,

- Que o referido Estatuto pune qualquer excelência, bem como a dignidade das pessoas, por faltas a funerais de familiares, idas a tribunal, reuniões escolares dos filhos e várias outras situações,

- Que pune os professores quando os alunos ou os pais dos alunos decidem, bem ou mal, que chegou a hora de abandonar a escola,

- Que transforma a avaliação numa competição excessiva pelas quotas e depois exige que os docentes sejam avaliados pelo trabalho cooperativo,

- Que avalia os professores pelos resultados dos alunos, criando uma situação de perversidade e de uma previsível mentira no sucesso educativo num espaço, que é a escola, que deve ser um espaço de verdade, quando

a) é de senso comum o conhecimento que os resultados dos alunos avaliam os alunos, não os professores,

b) é impossível aferir com rigor e justiça o contributo do professor na classificação final do aluno,

c) é arbitrário e injusto fazer essa aferição pelos resultados dos anos anteriores ou pelo progresso dos alunos, responsabilizando o professor por aquilo de que não pode ser responsabilizado,

d) não o é menos, fazendo-o pelo resultados da avaliação externa, dada a discrepância de aproveitamento que há entre os diversos alunos,

e) é perverso porque pode e irá, seguramente, criar situações de classificações inflacionadas,

f) é ilegal porque o docente não pode ser responsabilizado individualmente pela classificação, caso assim fosse desrespeitaria o Despacho Normativo 1 de 2005 que diz: "Artigo 31 - A decisão quanto à avaliação final do aluno é da competência: b) Do conselho de turma sob proposta do(s) professor(es) de cada disciplinar/área curricular não disciplinar, nos 2ºe 3º ciclos."; bem como o Despacho Normativo 10/2004, de 2 de Março, que regula a avaliação no ensino secundário, "capítulo II, nº 3.5 – A decisão final quanto à classificação a atribuir é da competência do Conselho de Turma, que, para o efeito, aprecia a proposta apresentada por cada professor, as informações justificativas da mesma e a situação global do aluno."

Delibera

Não participar na realização dos instrumentos de registos normalizados por entender, pelo que foi dito antes, não estarem reunidas as condições mínimas para a execução de uma avaliação justa e dignificadora do ofício docente,

Exigir que o Conselho Pedagógico pondere a suspensão de todo o processo de avaliação até estarem reunidas essas condições,

Propor, aos órgãos competentes da escola, a convocação de uma reunião geral de professores para discutir esta questão,

Arrogar-se o direito de divulgar publicamente esta resolução para que outras escolas e as suas instâncias decisórias assumam também a responsabilidade de tomar em suas mãos um processo que, como diz povo, se "nasce torto tarde ou nunca se endireita".

Em nome dos professores que integram este Departamento,

 

A coordenadora,
......................................

 

Via e-mail

 

 

publicado por Margarida às 11:06

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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Comício do PS

 Depois da Marcha da Indignação, o PS marcou um comício, para o próximo sábado, para comemorar os três anos de Governo.

In, Sol

É compreensível que o senhor primeiro-ministro queira comemorar...

- o descalabro na saúde e os múltiplos nascimentos nas ambulâncias;

- o aumento do desemprego e a miséria das famílias;

- as inúmeras crianças que têm como única refeição, decente, do dia, a que a escola lhes proporciona;

- a diminuição do poder de compra e o endividamento das famílias;

- os 100 mil professores em protesto nas ruas de Lisboa;

- a greve do pessoal não docente marcada para a próxima sexta-feira;

(...).

É legitimo que todas estas vitórias sejam comemoradas com uma grande festa.

Os professores não pretendem ofuscar tal "brilho" e, longe das nossas mentes pensarmos que se trata de uma tentativa de mostrar a força dos socialistas!

Apesar de Vital Moreira ter deixado clara a sua discordância no blogue Causa Nostra, "«Não vejo que vantagem pode ter visto o PS num comício nesta altura, que só pode ser visto (…) como resposta à contestação do Governo na rua», e de Manuel Alegre ter deixado o alerta esta semana, no Correio da Manhã, «A uma manifestação destas [Marcha da Indignação] só se responde se se tiver força para fazer algo semelhante».

Os professores não pretendem estar presentes. O que tínhamos para mostrar (indignação) já foi feito e com muita dignidade. Por outro lado, podiamos ser confundidos e arrolados como apoiantes... com a falta deles e com a comunicação social dominada da forma que todos conhecemos, nunca se sabe...

Tenham uma grande festa. Merecem!

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publicado por Margarida às 16:24

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Em jeito de caricatura da "anormalidade"

Caros colegas,

Mudei radicalmente os métodos de avaliação. Sempre fui caracterizado como um professor inovador e bom seguidor de bons exemplos e boas práticas.

Por essa razão resolvi aplicar uma nova forma de avaliar os alunos.

Resolvi dar a oportunidade ao aluno mais velho,  mais tarimbado e mais experiente da turma, de fazer a avaliação dos seus colegas. O perfil do avaliador terá que passar pela maior experiência da frequência desse ano de escolaridade, quantos mais anos tiver de retenção mais experiência terá nesse nível. Teria, no mínimo, de possuir um ano de frequência nesse ano para ser o titular do cargo. Os alunos que nunca tiveram uma retenção estariam fora do acesso ao cargo.

As avaliações quantitativas dos anos anteriores não serão tidas em conta, bem como os percursos escolares.

Desta forma, com esta delegação de funções fico com tempo para a elaboração dos relatórios e participar nas reuniões que me esperam e toda a burocracia que os acompanha. 

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publicado por Margarida às 14:32

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